Conselho aprova investimentos da Petrobrás de US$ 224,7 bi até 2015

O plano prevê, pela primeira vez, um desinvestimento de US$ 13,6 bilhões

Agência Estado,

22 de julho de 2011 | 20h15

O Conselho de Administração da Petrobrás aprovou o Plano de Negócios da companhia no valor de US$ 224,7 bilhões para o período de 2011-2015. Depois de vetar o plano por duas vezes, o plano foi divulgado com um valor muito pouco acima do anterior, apenas 0,3% ou US$ 700 milhões a mais do que no plano anterior, que cobria o período 2010-2014.

Os vetos, segundo fontes, teriam sido por conta do valor elevado apresentado inicialmente, na casa dos US$ 260 bilhões. O Conselho teria recomendado à Petrobras um corte de pelo menos US$ 30 bilhões.

Do total dos investimentos previstos, 57% serão destinados a área de Exploração e Produção, 31% para a área de Abastecimento e Refino, 6% para Gás e Energia, 1% para a área Corporativa, 2% para petroquímica, 1% para distribuição e 2% para biocombustíveis.

Segundo o plano apresentado nesta sexta, as áreas de exploração e produção da estatal responderão por 57% ou US$ 127 bilhões do total de investimentos. À área de gás e energia serão destinados US$ 13,2 bilhões e a de distribuição receberá US $3,1 bilhões. O setor de biocombustíveis da estatal terá US$ 4,2 bilhões do total de investimentos.

Corte para 2011

A estatal reduziu a sua previsão de investimentos para 2011, de R$ 93 bilhões para R$ 84,7 bilhões. Quando comparado com o realizado em 2010 (R$ 76,4 bilhões), mesmo com a redução, os investimentos representam elevação de 11%.

Quanto à sua meta de produção para 2011, a companhia manteve em 2,1 milhões de barris por dia e a de produção total de óleo e gás no Brasil e exterior em 2,772 milhões boed (barris de óleo equivalente/dia).

A meta de produção total para o horizonte de cinco anos apresentou um aumento em relação ao Plano anterior, alcançando 3,993 milhões de barris de óleo equivantes por dia (boed) em 2015, sendo 3,070 milhões de boed de produção de óleo no Brasil (543 mil boed referentes ao pré-sal). A meta de longo prazo apresentou significativo crescimento, passando de 5,382 milhões boed para 6,418 milhões boed em 2020 (4,910 milhões bpd referente à produção de óleo no Brasil).

Segundo a estatal, este aumento se deve basicamente ao crescimento da participação da produção esperada do pré-sal e à introdução da produção nas áreas da cessão onerosa, realizada no processo de capitalização no ano passado.

Desinvestimentos

O plano de negócio da Petrobrás 2011 a 2015 prevê, pela primeira vez, um desinvestimento de US$ 13,6 bilhões. Segundo a estatal, o objetivo do desinvestimento é dar maior eficiência na gestão dos ativos e rentabilidade à companhia. No plano, a Petrobrás descarta uma nova emissão de ações e explica que a geração operacional de caixa se mantém como a principal fonte de financiamento do orçamento de US$ 224,7 bilhões previsto pela companhia até 2015. O fluxo de caixa para o período somará até US$ 148,9 bilhões.

"Os recursos adicionais necessários para o financiamento do Plano serão captados exclusivamente através da contratação de novas dívidas, junto às diversas fontes de financiamento que a Companhia tem acesso no Brasil e exterior", diz o documento.

Belchior no Conselho

Na reunião desta sexta também foi decidido que a ministra do Planejamento, Míriam Belchior, integrará, provisoriamente, o conselho de administração, na vaga deixada pelo ex-ministro da Casa Civil, Antônio Palocci. A escolha de um membro é feita pela Assembleia Geral Ordinária da Petrobrás, que se reuniu uma vez por ano e que já se reuniu em abril deste ano. Até a decisão da Assembleia a vaga é ocupada por um membro provisório.

(Texto atualizado às 20h38)

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