FABIO MOTTA/ESTADÃO
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Conselho da Petrobrás foi pego de surpresa com nova política de preço

A diretoria da estatal decidiu alterar a periodicidade das mudanças de preços do diesel; o combustível poderá agora ser reajustado apenas depois de um intervalo de pelo menos 15 dias

Fernanda Nunes, O Estado de S.Paulo

26 de março de 2019 | 16h08

RIO - A Petrobrás alterou a sua política de preços do óleo diesel sem a aprovação prévia do conselho de administração, segundo fontes ouvidas pelo Estadão/Broadcast. A decisão pegou o colegiado de surpresa, já que não houve nenhuma comunicação prévia quanto ao projeto de congelar o preço do combustível por pelo menos 15 dias.

Já a criação de um cartão para os caminhoneiros, anunciado no mesmo fato relevante da companhia, vinha sendo mencionada pelo presidente da companhia, Roberto Castello Branco, em eventos, mas como uma ideia ainda em discussão, não como um projeto em curso.

O anúncio desta terça-feira, 26, foi uma demonstração de que o plano caminha realmente para ser executado. Não há, no entanto, detalhes de como a Petrobrás vai evitar perdas ao congelar o preço em momentos de alta do preço internacional.

Internamente, entre empregados entrevistados que não quiseram se identificar, a leitura foi de que a Petrobrás atendeu a uma demanda do governo, apesar do enfoque liberal da nova gestão, alinhado com o mercado. Chamou atenção a garantia aos caminhoneiros de que os preços permanecerão congelados pelo prazo mínimo de 15 dias, ainda que o mercado internacional esteja em trajetória de alta.

No início deste ano, após o final de uma política temporária de subsídios ao diesel, a Petrobrás já havia anunciado que usaria mecanismos de proteção para manter os preços do combustível estáveis por períodos de até sete dias. Antes da greve de caminhoneiros no ano passado, que derrubou o então presidente da companhia, Pedro Parente, os preços chegavam a sofrer reajustes diários. /COM REUTERS

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