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Conselho do BNDES aprova desembolsos de R$ 80 bi em 2008

Valor de referência aprovado era o pedido pelo banco; Coutinho não diz se cifra inclui fusão de teles

Adriana Chiarini, da Agência Estado,

15 de fevereiro de 2008 | 18h16

O presidente do BNDES, Luciano Coutinho, informou nesta sexta-feira, 15, que o Conselho de Administração da instituição aprovou um valor de referência para os desembolsos do banco em 2008 da ordem de R$ 80 bilhões. Era a cifra pedida pelo banco. "Agora, esse valor será enviado para o Ministério do Planejamento", disse Coutinho, em breve entrevista coletiva. Ele não quis responder se no planejamento para esse valor foi incluída a cifra de R$ 2,5 bilhões para um apoio do banco à operação que está sendo desenhada entre a Telemar Participações e a Brasil Telecom. Ele repetiu que só falará sobre o assunto quando houver a comunicação de um "fato relevante" ao mercado.  "Não posso falar sobre um fato que não aconteceu", disse Coutinho, recusando-se também a contar que explicações o banco deu à Força Sindical e à CUT sobre a operação com as duas companhias de telefonia na reunião do Conselho de Administração do BNDES realizada nesta manhã. De acordo com o representante da CUT no Conselho de Administração do banco, João Felício dos Santos, as centrais estavam preocupadas com a possibilidade de o negócio entre as duas telefônicas reduzir o número de empregos. "Mas nos deram (o BNDES) uma tremenda garantia de que vai expandir a possibilidade de emprego, principalmente na base", afirmou Felício. O representante da CUT também afirmou que não é o Conselho de Administração que decide sobre a concessão ou não do apoio financeiro e sim a Diretoria do BNDES. Cláusula social O presidente do BNDES anunciou esta tarde em cerimônia no banco a adoção de uma cláusula social em todos os seus futuros contratos. A cláusula permite ao banco vetar a liberação de recursos e fazer o vencimento antecipado de um crédito caso a empresa financiada use trabalho escravo, infantil, ou fira diretos humanos como os de igualdade de tratamento entre pessoas de gêneros, cor e religiões diferentes. Na prática, o BNDES já consultava listagens do Ministério do Trabalho para não conceder financiamento a empresa acusada de trabalho escravo ou infantil. "Já era a política do Banco, agora ela é explícita", disse Coutinho.  Participaram da cerimônia os ministros da Secretaria-Geral da Presidência da República, Luiz Dulci, e da Secretaria Especial dos Direitos Humanos, Paulo de Tarso Vannuchi, além de representantes da CUT, Força Sindical, movimentos sociais e ONGs. O dirigente da CUT João Felício saudou a cláusula social como "uma conquista que tem uma importância muito grande na história do sindicalismo, da democratização e na humanização do mundo do trabalho".

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