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Conselho do FGTS aprova verba para moradia popular

Verba suplementar de R$ 600 milhões será para famílias de baixa renda

Isabel Sobral

11 de julho de 2007 | 20h53

O Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) aprovou nesta quarta-feira, em reunião extraordinária, uma verba suplementar de R$ 600 milhões do FGTS para os programas sociais de moradia popular que atendem famílias com renda de até cinco salários mínimos mensais. A suplementação vai engordar o orçamento destinado a esse fim. Para este ano, o conselho havia aprovado, no final do ano passado, um orçamento de R$ 1,2 bilhão, valor que o Ministério das Cidades afirma já ter gasto somente no primeiro semestre e, por isso, solicitou R$ 600 milhões adicionais para serem usados até o final de 2007. O conselho aprovou a verba extra, mas impôs limites que a Caixa Econômica Federal terá que detalhar para que haja um equilíbrio na execução do dinheiro do FGTS destinado ao subsídio às famílias mais carentes e dos recursos do fundo que são emprestados às famílias com renda média. Os representantes dos trabalhadores e empresários no conselho reclamaram que o dinheiro destinado aos subsídios é usado mais rapidamente, enquanto os recursos que servem aos empréstimos têm um ritmo mais lento de execução. Eles defenderam um equilíbrio nessas utilizações, porque o fundo depende do retorno do dinheiro emprestado para honrar as aplicações dos trabalhadores na conta vinculada do FGTS. "A Caixa (Econômica), como gestora dos recursos, terá que fazer um planejamento para cumprir essa diretriz", disse o secretário-executivo do Conselho Curador do FGTS, Paulo Furtado.

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