Conselho internacional incentivará vendas e turismo no Brasil

A Federação do Comércio do Estado de São Paulo inaugura hoje, um fórum especial para debater projetos de comércio e turismo com países estrangeiros. O Conselho dos Representantes de Países Estrangeiros, nome do grupo, será formado por Brasil, Espanha, México, Equador, Nicarágua, Marrocos, Indonésia e Bangladesh. O objetivo é ampliar as relações bilaterais do Brasil, sobretudo do Estado de São Paulo, com esses países. "Nosso foco são as pequenas e médias empresas. Queremos mostrar aos integrantes do Conselho o que podemos oferecer. Ao mesmo tempo, queremos descobrir novos fornecedores, que tenham preço e qualidade melhores", diz o empresário Raul Sulzbacher, presidente do Conselho. Os países serão representados por cônsules e câmaras de comércio.O Conselho será subdividido em sete subcomissões, que encaminharão os trabalhos separadamente. Uma das primeiras atividades será incentivar cada parte a apresentar um perfil de seu país aos participantes. "Na nova geografia mundial pós-Guerra do Iraque, acreditamos que o bilateralismo prevalecerá. Por isso, estamos empenhados em integrar nossas pequenas empresas com outros países, não apenas com nossos parceiros tradicionais", ressalta o empresário.O segmento de turismo será um dos focos do Conselho, também com o intuito de atrair dólares para o País. Do total de turistas vindos para o País em 1999, 57,9% partiram da América do Sul, segundo dados da Empresa Brasileira de Turismo (Embratur). Da Europa, vieram 24%; e da América do Norte, 12,7%. A Ásia respondeu por 2% dos visitantes estrangeiros no Brasil. Os outros pontos de partida representaram apenas 3,2% da demanda turística para o País. A receita com o segmento internacional somou US$ 3,99 bilhões naquele ano, superior aos US$ 3,67 bilhões obtidos em 1998. De posse desses números, o grupo pretende ampliar os países de origem de turistas estrangeiros, além de ampliar o número de visitantes no Brasil. Os sete países membros do novo Conselho foram responsáveis por cerca de US$ 6,45 bilhões em negócios com o Brasil, no ano passado. No período, as transações foram superavitárias para o Brasil, com exceção das realizadas com a Indonésia, cujo o déficit somou US$ 61,7 milhões.Os negócios totalizaram US$ 381,5 milhões com o Marrocos em 2002, depois de terem recuado para US$ 181 milhões em 1999. Já com o Equador, as transações superaram US$ 400 milhões, após cair de US$ 236 milhões, em 1998, para US$ 123 milhões, em 1999. Com a Indonésia, as operações somaram US$ 575 milhões em 2002, superior ao verificado em 2001. Mais incipientes são as transações brasileiras com Bangladesh e Nicarágua. "A diversificação de mercado é fator decisivo para que o Brasil seja menos suscetível a crises mundiais", avalia Sulzbacher.

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