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Conselho libera duas variedades de milho transgênico

CTNBio havia aprovado no ano passado variedades transgênicas de milho da Bayer, Syngenta e Monsanto

Ligia Formenti, da Agência Estado, com Reuters,

12 de fevereiro de 2008 | 16h44

O Conselho Nacional de Biossegurança (CNBS) aprovou hoje por 7 votos a 4 a liberação comercial de duas variedades de milho transgênico que já haviam sido liberadas pela Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio).A CTNBio havia aprovado no ano passado variedades transgênicas de milho da Bayer, Monsanto e da Syngenta. Entretanto, as sementes da Bayer e da Monsanto não foram liberadas para plantio comercial por conta de recursos ao CNBS contra a aprovação, apresentados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).O CNBS conta com a participação dos ministros de Ciência e Tecnologia, Sérgio Rezende; da Agricultura, Reinhold Stephanes; do Meio Ambiente, Marina Silva; e da Casa Civil, Dilma Rousseff, que preside o conselho.   Variedades liberadas   O milho da Bayer, denominado Liberty Link, é resistente ao herbicida glufosinato de amônio. Já o da Monsanto, o MON 810, é resistente a insetos.   Essa variedade da Monsanto, aprovada nos EUA e na União Européia, é alvo de críticas da França, que quer proibi-la no país.   Segundo fontes do setor produtivo que defendem o uso de grãos geneticamente modificados, os transgênicos poderiam elevar a produtividade ao mesmo tempo em que reduziriam custos de produção. O milho MON 810, segundo comunicado da Monsanto, proporciona uma redução do uso de inseticidas e consequente diminuição da contaminação do solo e de lençóis freáticos por resíduos químicos.   Outra vantagem, afirmou a empresa, tem relação com o controle seletivo a insetos, pois a "tecnologia só é eficaz a pragas que atacam a lavoura, sem que as demais comunidades do bioma sejam afetadas, como pássaros, joaninhas ou outros insetos não-alvo".   O grupo ambientalista Greenpeace divulgou nota repudiando a liberação, afirmando que os ministérios que votaram a favor do milho transgênico ignoraram "documentos importantes que colocam em dúvida a segurança desses milhos". A organização promete iniciar campanha para "alertar a população brasileira sobre os riscos desses produtos".   Processo   Com a aprovação do CNBS, caberá agora ao Ministério da Agricultura registrar essas variedades transgênicas, um procedimento burocrático que não deve se prolongar por muito tempo, até porque o ministro Reinhold Stephanes, o relator do processo no CNBS, foi favorável à aprovação do milho geneticamente modificado.   Se nenhuma decisão judicial barrar o processo, o que já aconteceu durante o trâmite para a aprovação do milho transgênico, haveria sementes disponíveis para plantar o cereal geneticamente modificado na segunda safra do ano que vem (2008/09), segundo uma fonte do governo.   Com a autorização, as empresas detentoras das patentes dos produtos fariam a multiplicação das sementes na safra de verão 08/09 e depois poderiam oferecê-las em um volume maior para a safrinha.   Ficou para uma próxima reunião a análise do milho da Syngenta.   Texto ampliado com mais informações às 18h11

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