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Consenso é que mundo desacelerará em 2009, diz Meirelles

'Os emergentes continuam a crescer, mas a taxas menores', relatou presidente do BC após reunião do BIS

Célia Froufe e Ricardo Leopoldo, da Agência Estado,

10 de novembro de 2008 | 17h23

A economia mundial vai desacelerar "substancialmente" em 2009. Este foi um dos consensos aos quais chegaram os representantes de aproximadamente 40 bancos centrais do mundo que estão reunidos em São Paulo para o encontro bimestral do Banco de Compensações Internacionais (BIS, na sigla em inglês), segundo relatou nesta segunda-feira, 10, o presidente do Banco Central brasileiro, Henrique Meirelles. De acordo com ele, é aguardado, inclusive, que os países industrializados registrem contração do Produto Interno Bruto (PIB). "Os emergentes continuam a crescer, mas a taxas menores", relatou Meirelles.   Veja também: Presidente do BCE afirma que crise ainda está em andamento Presidente da China diz que pretende cooperar com Obama Saiba os assuntos que serão discutidos no G-20 De olho nos sintomas da crise econômica  Lições de 29 Como o mundo reage à crise  Entenda a disparada do dólar e seus efeitos Especialistas dão dicas de como agir no meio da crise Dicionário da crise    Meirelles reafirmou ainda que o centro da meta de inflação para 2009 é de 4,5%. Logo cedo, a Associação Nacional das Instituições do Mercado Financeiro (Andima), no relatório do Comitê de Acompanhamento Macroeconômico, avaliou que um ajuste na meta de inflação para 2009 "deve ser considerado como uma possibilidade concreta". A Andima projeta que IPCA chegará a 5,23% no ano que vem, enquanto a Pesquisa Focus divulgada hoje apontou que as expectativas para o IPCA em 2009 subiram de 5,06% para 5,20%. "A meta de inflação para 2009 é de 4,5%", reforçou Meirelles. Outro consenso ao qual chegou o grupo é de que o mercado melhorou desde o início de outubro, mas ainda está longe da normalidade. Estas conclusões foram feitas durante reuniões que ocorreram na parte da manhã, e que tratou de conjuntura, e a tarde sobre o mercado de câmbio. No início da entrevista coletiva, que ainda prossegue, o presidente do BC salientou que a decisão de atitudes anticíclicas depende da situação de cada país. Ele citou como referências a conta corrente, as reservas internacionais e as contas públicas. "Cada país adota medidas convenientes a sua economia", avaliou.De acordo com ele, o governo tem adotado medidas para preservar o País dos efeitos da crise e, entre outras, citou a liberação dos compulsórios. Meirelles lembrou que a crise começou em países desenvolvidos, mas que pelos canais de crédito atingiu a economias emergentes. Ele voltou a dizer que o Brasil possui uma posição relativamente melhor do que alguns outros países e também do que a sua própria no passado. "Ninguém é imune a crise".   Crédito e política monetária   O Brasil tem necessidade de expandir o crédito para compensar a contração da liquidez internacional na avaliação de Meirelles. "O Brasil está fazendo isso", afirmou durante entrevista coletiva concedida após a reunião bimestral dos representantes de bancos centrais. Ele voltou a dizer que as decisões de política fiscal têm de ser adotadas em cada país de acordo com suas necessidades.   Ainda sobre a política fiscal, o presidente do banco central brasileiro afirmou que o Brasil tem um Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) que está em andamento. "É o que já foi anunciado pelo presidente Lula, pela Fazenda e pelo Planejamento. Se houver, em algum momento, intenção de fazer algo diferente, haverá um comunicado", disse.   Sobre a política monetária, Meirelles voltou a dizer que cada País deve adotar uma política adequada às suas perspectivas de inflação. Também neste caso ele afirmou que medidas adicionais poderão ser adotadas se o BC julgar necessário. A respeito de possíveis compras de instituições financeiras pelo Banco do Brasil ou qualquer outro banco privado, Meirelles afirmou que não há propostas de fusões ou compras de instituições a não ser as que já foram anunciadas formalmente. Texto ampliado às 18h10 

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