Jonathan Ernst/Reuters - 28/1/2014
Jonathan Ernst/Reuters - 28/1/2014

Conservadores republicanos se opõem a acordo sobre orçamento que será votado nesta quarta

Aprovado na Câmara, acordo que suspende o teto do endividamento federal dos Estados Unidos será votado no Senado

Redação, O Estado de S.Paulo

31 de julho de 2019 | 04h52

WASHINGTON - O acordo orçamentário, que suspende o teto do endividamento federal dos Estados Unidos em dois anos, enfrentará uma votação importante no Senado americano nesta quarta-feira, 31, após ter sido aprovado na Câmara.

O plano alcançado pela Casa Branca junto a lideranças republicanas e democratas vem sendo criticado por integrantes conservadores do Partido Republicano à medida que alguns congressistas se veem divididos entre apoiar o projeto e arriscar sua marca política com um voto impopular quanto aos gastos federais.

A legislação apoiada por Trump também evitaria a paralisação da máquina pública nos EUA e protegeria os ganhos orçamentários do Pentágono e de programas domésticos populares. A votação deve acontecer na tarde desta quarta. Senadores conservadores, integrantes do movimento Tea Party, se mostraram divididos, embora a maioria pragmática dos republicanos seja a favor da medida para evitar o caos no curto prazo. Caso o projeto não seja aprovado, o governo pode entrar em default em setembro, de acordo com cálculos do Departamento do Tesouro.

O líder republicano no Senado, Mitch McConenll (Kentucky), se disse confiante de que o projeto será aprovado, apesar das dúvidas de muitos republicanos. No entanto, alguns integrantes da sigla apontaram que o projeto representa déficits desenfreados de trilhões de dólares alimentados por uma sede bipartidária por novos gastos. "Esse processo orçamentário, se é que podemos chamá-lo de processo, coloca os contribuintes à mercê de uma presidente da Câmara que não tem interesse em orçamentos prudentes", disse o senador republicano Josh Hawley (Montana). "Nosso sistema não deve funcionar dessa maneira. Quando todo o orçamento federal depende de quatro ou cinco pessoas fazendo um acordo entre si, algo não está certo." / AP

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