Consignado puxou alta do crédito livre, diz Maciel

O chefe do Departamento Econômico do Banco Central, Tulio Maciel, disse que o crédito consignado continua sendo o carro-chefe do crescimento do crédito livre pessoa física, com expansão acima de 18% em 12 meses. Disse ainda que linhas como cheque especial e rotativo do cartão perderam espaço, no mesmo tipo de comparação.

CÉLIA FROUFE E EDUARDO CUCOLO, Agencia Estado

25 de junho de 2013 | 12h29

"Há sinais de mudança de mix, de modalidades mais caras para aquelas com menor custo. O debate de taxas de juros em 2012 contribuiu para essa mudança de comportamento, para a busca por linhas de menor custo. É uma coisa boa em termos de orçamento familiar", afirmou.

Maciel destacou ainda que, em maio, foram registradas operações de grande volume para capital de giro com prazo acima de 365 dias, que mostram expansão de 76% em relação a abril.

Essas operações, de rolagem de dívida, puxaram o aumento das concessões no mês para as empresas. Foram operações de maior volume, com taxas mais reduzidas", afirmou, ao destacar a influência dessas transações sobre a taxa média para as empresas no mês, que caiu.

O chefe do Departamento Econômico do BC previu a redução das taxas de juros verificada no mês de maio tanto no crédito livre quanto no direcionado não é uma tendência. Ele fez essa avaliação citando que, apesar da queda vista no mês passado, o custo de captação não recuou. Além disso, conforme o técnico, o País passa por um ciclo de alta da taxa básica de juros, que tende a elevar os parâmetros praticados no mercado.

Questionado, Maciel não respondeu sobre a possibilidade de a redução das taxas de juros vista no mês passado ter sido um reflexo das expectativas das instituições financeiras de que o Banco Central elevaria mais cedo ou de forma mais forte a Selic.

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