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Consignados lideram queixas

Clientes reclamam de falta de informações

Fabrício de Castro e Adriana Fernandes, O Estado de S.Paulo

16 de outubro de 2016 | 06h00

BRASÍLIA - As reclamações mais recorrentes são referentes à restrição dos bancos no crédito consignado, segundo o Banco Central. Em 2014, a assistente administrativa Marinalva Batista procurou seu banco para conseguir um consignado. Pegou o equivalente a R$ 40 mil, mas o crédito total foi de R$ 43,5 mil. Os R$ 3,5 mil da diferença serviram para pagar um seguro da operação.

A assistente administrativa diz ter sido avisada que seria preciso pagar o seguro. No entanto, diz que em nenhum momento o atendente especificou o valor ou esclareceu que ele seria cobrado de uma só vez.

“Foi um erro de comunicação do banco. E, para mim, não faz sentido o seguro ser tão caro. Ainda mais porque o crédito consignado é descontado diretamente do meu salário”, lembra.

Como assinou o contrato sem checar os detalhes, Marinalva percebeu o desconto do seguro apenas depois, e foi à agência reclamar da falta de informações ao fechar o acordo. “O banco falou que era a norma, que é sempre feito desta forma. Mas se tivesse sido avisada antes de assinar, teria contestado.”

Já a professora Ester Franco, de São Paulo, achou que tinha contratado um crédito consignado de R$ 12,9 mil em 72 parcelas de R$ 333. Mas acabou descobrindo que, na verdade, pagaria um total de 96 parcelas.

Ela diz que foi enganada pelo representante do banco e tenta reverter a situação desde abril. Para isso, fez uma ocorrência na polícia e procurou a Associação Brasileira de Defesa do Consumidor Proteste. “Os representantes ganham uma comissão mais alta se o número de parcelas é maior” diz. Segundo ela, o número do RG no contrato não é o dela. Como o dinheiro caiu na sua conta, que estava a descoberto, ela não tem como cancelar o contrato e devolver o dinheiro de volta ao banco. 

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