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Consolidação de petroquímicas é tendência, diz Petrobras

Segundo José Sérgio Gabrielli, presidente da estatal, petroleiras estão entrando fortemente no setor

LEONARDO GOY, Agencia Estado

22 de agosto de 2007 | 12h27

O presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, afirmou nesta quarta-feira, 22, que a consolidação do setor petroquímico, com a participação de grandes empresas petroleiras, é uma tendência mundial. "As petroleiras estão entrando fortemente na cadeia petroquímica", disse o executivo.  Na Câmara dos Deputados, durante audiência pública da Comissão de Minas e Energia convocada para discutir a aquisição da Suzano Petroquímica pela Petrobras, Gabrielli comentou que, em 1995, havia 19 companhias atuando no setor petroquímico no mundo. Porém, com o forte processo de fusões e aquisições registrado em 2005, o número de grandes empresas globais no setor caiu para sete. "E, dessas sete, quatro são petroleiras", acrescentou Gabrielli. Ele reiterou, porém, que a estatal não tem pretensão de assumir o controle do setor no Brasil. "Nossa estratégia é de sermos minoritários relevantes no setor, tendo papel ativo na gestão, não sendo apenas um sócio financeiro, nem apenas um fornecedor de matéria-prima, mas se associando ao setor privado, que vai liderar a consolidação do setor, principalmente na chamada segunda geração", disse. Segmentação Gabrielli avaliou ainda que, se o Brasil não promover a consolidação do setor petroquímico, poderá "ficar para trás". O presidente da Petrobras criticou o fato de ter sido feita no País uma segmentação ineficiente do setor. "Não temos praticamente nenhuma integração entre o refino e a petroquímica. Se não avançarmos na integração e na consolidação do setor petroquímico, poderemos ser afogados pela petroquímica mundial." Na mesma sessão da Comissão de Minas e Energia, o diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, afirmou que a tendência de crescimento da demanda no Brasil é "irrevogável" e que, se o País não se preparar, os concorrentes internacionais vão inundar o Brasil com seus produtos. Os principais concorrentes brasileiros são a China e países do Oriente Médio produtores de petróleo. "Não quero ser catastrófico, mas a indústria petroquímica do Brasil pode desaparecer se não nos prepararmos de modo adequado", afirmou Paulo Roberto Costa. Gabrielli também reiterou que a Petrobras está atualmente negociando com a Unipar para que seja feita, sob a liderança da empresa privada, a consolidação do pólo petroquímico do Sudeste. A idéia, segundo ele, é que o setor privado tenha 60% do pólo e a Petrobras os outros 40%. Ele também rebateu a acusação de alguns parlamentares de que a empresa estaria fazendo uma reestatização do setor. "A discussão ideológica pode ser feita, mas não é essa motivação que pauta os movimentos que temos feito", disse.

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