'Consolidaremos onde já estamos e avançaremos mais'

Rede planeja abrir até 130 lojas em 2015, com investimentos que podem chegar a R$ 190 milhões, para manter liderança

O Estado de S.Paulo

29 Dezembro 2014 | 02h01

O varejo farmacêutico é considerado um ponto fora da curva. A expectativa é de crescimento entre 10% e 12% nas vendas em 2015, impulsionado pelo envelhecimento da população que consome mais medicamentos e pelo aumento de renda das famílias nos últimos anos, dizem especialistas ouvidos pelos Estado. As grandes redes deverão manter o ritmo de crescimento observado nos últimos anos, apesar do cenário mais desafiador em 2015 para a economia.

A Raia Drogasil, resultado da fusão das redes Raia e Drogasil em 2011 e líder desse setor, com 1.050 lojas, planeja se consolidar nos mercados em que já atua e deverá chegar em locais onde sua presença ainda é pequena, afirmou Marcílio Pousada, presidente da companhia. Nos primeiros nove meses do ano, a companhia registrou faturamento líquido de R$ 5,56 bilhões, alta de 17% sobre igual período do ano passado. O lucro saltou 23,6%, para R$ 195 milhões.

Quais as perspectivas da companhia para 2015, considerando um cenário econômico mais retraído?

A expectativa é de crescimento para o varejo farmacêutico. Crescemos porque a população brasileira também envelhece, o que é o vetor de expansão do setor. O segmento de saúde e beleza também tem crescido acima de dois dígitos nos últimos anos. Somos favorecidos pelo aumento de renda e pelo pleno emprego, além do maior acesso à saúde.

A empresa vai expandir em número de lojas ano que vem?

As nossas previsões para 2014 são de abertura de 130 lojas, das quais 115 já foram abertas. Vamos manter o mesmo ritmo para 2015, com abertura de novas 130 lojas, consolidando onde já estamos e avançando em outras frentes. O foco da Raia neste ano foi o Estado do Rio de Janeiro e o Sul do País, como Paraná, enquanto a Drogasil foi para o Centro-Oeste, sul de Minas e Nordeste.

Quanto será investido para a abertura dessas lojas?

Algo entre R$ 170 milhões e R$ 190 milhões.

Há estratégias diferentes para as duas bandeiras do grupo?

A Raia foca mais no universo de beleza e família, enquanto a Drogasil tem um público mais sênior e medicamentos.

As duas bandeiras já estão totalmente integradas?

Cerca de 95% da integração já está concluída, já com o mesmo CNPJ desde o fim de 2012. A segunda etapa foi concentrada na união da administração e agora estamos concluindo a integração dos PDVs. Os nossos bons resultados vêm do processo de integração.

O movimento de consolidação no setor tem sido intenso, com grupos internacionais olhando o País. Como a Raia Drogasil se insere neste contexto?

A nossa companhia é resultado de uma fusão feita em 2011. As pequenas redes vão continuar, mas as grandes vão avançar mais. A CVS hoje tem a Onofre. Eles têm um modelo de loja de conveniência. Nossa crença está na saúde e na beleza. / MÔNICA SCARAMUZZO

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