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Consórcio de Belo Monte diz que tomará medidas judiciais sobre greve

Grevistas fizeram uma barricada no Travessão 27, que é um trecho rodoviário localizado a 27 quilômetros de Altamira e que é a única alternativa de acesso a alguns sítios de Belo Monte

Ayr Aliski, da Agência Estado,

23 de abril de 2012 | 13h30

O Consórcio Construtor Belo Monte (CCBM) emitiu nota sobre a greve de seus funcionários, deflagrada na manhã desta segunda-feira, 23, por tempo indeterminado. O material divulgado pelo consórcio informa que "a paralisação surgiu do não atendimento pelo CCBM de reivindicações realizadas fora da data-base da categoria, e em plena vigência de Acordo Coletivo de Trabalho válido até outubro de 2012". Por causa da greve, estão paralisadas as obras da Usina Hidrelétrica de Belo Monte na Volta Grande do Xingu, em Altamira do Pará.

O texto da CCBM cita que "amparado na legislação vigente, está tomando todas as medidas judiciais visando o encerramento do movimento e o retorno dos funcionários ao trabalho". A nota destaca também que o consórcio "espera que o movimento grevista transcorra em clima de normalidade, sem atos de vandalismo. E que segue, como sempre esteve, aberto ao diálogo com seus trabalhadores."

A Agência Estado entrou em contato com o Sindicato dos Trabalhadores da Indústria da Construção Pesada e Afins do Estado do Pará (Sintrapav-PA), que confirma a realização da greve e informa que as principais reivindicações são aumento do vale alimentação e do auxílio de transporte, além da diminuição do intervalo entre os períodos de folga, a baixada, que hoje é de seis meses. Os principais dirigentes do Sindicato, entretanto, estão neste momento fora de Altamira, perto dos canteiros de obras, onde há dificuldades de comunicação.

Conforme informa a CCBM, os grevistas fizeram uma barricada no "Travessão 27", que é um trecho rodoviário localizado a 27 quilômetros de Altamira e que é a única alternativa de acesso a alguns sítios de obras de Belo Monte. Diante do bloqueio, hoje pela manhã alguns ônibus que transportavam trabalhadores de Altamira para as obras da usina deram meia-volta. Segundo o consórcio, conforme garantido em negociação com os trabalhadores, estão mantidos serviços alimentação, segurança e atendimento em postos de saúde.

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