Coluna

Thiago de Aragão: China traça 6 estratégias para pós-covid que afetam EUA e Brasil

Consórcio de Belo Monte irá à Justiça contra greve

O Consórcio Construtor Belo Monte (CCBM), responsável pelas obras na Usina Hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu (PA), informou que está tomando as medidas judiciais cabíveis contra uma nova greve de seus funcionários, deflagrada nesta segunda-feira pelo Sindicato dos Trabalhadores da Construção Pesada do Pará (Sintrapav-PA).

LUCIANA COLLET, Agencia Estado

23 de abril de 2012 | 14h02

Segundo o consórcio, a paralisação surgiu do não atendimento pelo CCBM de reivindicações realizadas fora da data-base da categoria e "em plena vigência" de Acordo Coletivo de Trabalho, que tem validade até outubro de 2012. "Por esta razão, amparado na legislação vigente, (o CCBM) está tomando todas as medidas judiciais visando o encerramento do movimento e o retorno dos funcionários ao trabalho", diz o consórcio, em comunicado.

O CCBM também diz que "segue, como sempre esteve, aberto ao diálogo com seus trabalhadores" e afirma esperar que o movimento grevista "transcorra em clima de normalidade, sem atos de vandalismo".

No final de março, trabalhadores de Belo Monte paralisaram as atividades de algumas das cinco frentes de trabalho da construção da hidrelétrica, após trabalhadores das usinas do Rio Madeira (RO) Santo Antonio e Jirau terem iniciado movimento semelhante visando melhoria salarial e de condições de trabalho. O CCBM exigiu o retorno dos operários ao trabalho para iniciar as negociações.

Segundo trabalhadores entrevistados pelo Grupo Estado, na última rodada de negociação, na semana passada, o CCBM teria proposto um aumento do vale-alimentação para R$ 110, ante os atuais R$ 95, ainda assim abaixo do valor pedido pelos trabalhadores, de R$ 300. Além disso, sugeriu manter os seis meses entre os recessos para os trabalhadores visitarem as famílias, rejeitando o pedido de redução do tempo de "baixada". Na pauta de reivindicações dos trabalhadores constam, ainda, a melhoria nos transportes (troca de ônibus), revisão de salários (equiparação salarial) e cumprimento de cláusulas do acordo coletivo.

Após a última reunião, realizada na terça-feira passada, os trabalhadores decidiram, em assembleias realizadas em cada um dos canteiros de obras - Porto e Acessos, Canais e Diques, Pimental, Belo Monte e Infraestrutura -, não aceitar a contraproposta apresentada pelo CCBM e cruzar os braços por tempo indeterminado e o Sintrapav notificou os empreendedores e o Ministério do Trabalho sobre a greve.

Atualmente, as obras de construção de Belo Monte contam com cerca de 7 mil trabalhadores contratados, além de aproximadamente 2 mil terceirizados. Segundo o Sintrapav-PA, apenas seguem trabalhando cerca de 800 pessoas, que atuam na prestação de serviços considerados essenciais, como alimentação e limpeza.

Tudo o que sabemos sobre:
Belo Montegrevemedidas judiciais

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.