Consórcio de Belo Monte vai negociar com comunidades

O presidente do consórcio Norte Energia e diretor da Chesf, José Ailton de Lima, afirmou hoje que haverá negociação entre as empresas do consórcio vencedor do leilão da usina hidrelétrica de Belo Monte, no Pará, e as comunidades locais. Ele fez a afirmação durante entrevista coletiva, ao ser questionado sobre se o consórcio está preparado para lidar com as promessas de intensificação de manifestações contrárias à construção da usina no Rio Xingu. "Estamos vivendo um estado de direito democrático e a situação será enfrentada com as ferramentas deste estado de direito", considerou.

CÉLIA FROUFE, Agencia Estado

20 de abril de 2010 | 17h18

Lima disse que não há motivo para o consórcio se sentir temeroso, até porque ele já está habituado a esse tipo de manifestação na Chesf. "Ganhamos o leilão, mas haverá negociação com as comunidades", disse. O presidente do consórcio acrescentou que o grupo terá uma longa caminhada a partir de hoje até o início das obras. Uma das primeiras conquistas, segundo ele, será obter a licença de instalação (LI).

Lima evitou traçar uma data para o início das obras. "Neste momento, é difícil dar uma previsão. Como empreendedor, quero o mais rápido possível", comentou. Ele disse que há possibilidade de a construção ser iniciada em 2010, mas voltou a dizer que esse prognóstico é de um empresário que quer ver o resultado do seu trabalho.

O presidente do Norte Energia respondeu também a jornalistas que citaram o valor de investimento de R$ 19 bilhões - previsto no edital para a construção da usina - como insuficiente, na avaliação de alguns analistas de mercado. "Analistas temos para tudo, inclusive para astrologia", ironizou. Em seguida, Lima disse ser possível fazer a obra com base na tarifa indicada no leilão de hoje. "Eu tenho a minha projeção e cada um tem a sua, mas eu respondo pela minha", disse.

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