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Consórcio de Jirau já demitiu 2 mil pessoas

ESPECIAL PARA O ESTADO

Nilton Salina, O Estado de S.Paulo

31 de maio de 2011 | 00h00

PORTO VELHO

Cerca de 2 mil pessoas já foram demitidas pelo consórcio Energia Sustentável do Brasil, responsável pela construção da Usina Hidrelétrica de Jirau, no Rio Madeira, a 120 quilômetros de Porto Velho (RO). O advogado do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Construção Civil de Rondônia (Sticcero), Flavio Holanda, anos, disse que nos próximos dias o número de demitidos deverá chegar a 6 mil.

Jirau foi palco de manifestações violentas em 15 e 17 de março, quando ônibus e alojamentos foram incendiados e caixas eletrônicos saqueados, após terem sido abastecidos com R$ 1,5 milhão. Na época, 22 mil pessoas trabalham na usina. A obra foi paralisada e, após acordo judicial, a empreiteira Camargo Corrêa concordou em enviar a seus Estados de origem os trabalhadores contratados em outras regiões, arcando com os custos.

Ainda pelo acordo, nenhum funcionário que reside em Rondônia seria demitido e a empresa pagaria a despesa do transporte de volta a Porto Velho, no caso de quem viajou a outros Estados. Segundo Holanda, a Camargo Corrêa está trazendo milhares de funcionários a Rondônia apenas para concretizar a demissão sem desobedecer à Justiça.

"Como os voos têm escalas, os funcionários são obrigados a ficar até 12 horas em um aeroporto somente para vir a Porto Velho assinar a carta de demissão. Em seguida, voltam para casa. Por qual razão eles precisam ficar mais de 20 horas em viagem? Seria muito melhor demitir esse pessoal nos Estados de origem mesmo, para evitar o desgaste da viagem", disse Holanda.

Na última semana, a Camargo Corrêa hospedou em um hotel de Porto Velho 80 funcionários que vieram de outros Estados para serem demitidos. As rescisões contratuais seriam realizadas no próprio hotel, mas os empregados começaram a reclamar da demora dos representantes da empresa. Houve tumulto e dez barrageiros colocaram fogo no estabelecimento. O incêndio foi apagado rapidamente e ninguém ficou ferido.

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