Consórcio Inframerica assume no sábado o Aeroporto JK, em Brasília

Aeroporto, que deixa de ser comandada pela Infraero, terá de expandir capacidade para 22 milhões de passageiros até maio de 2014

JOÃO VILLAVERDE / BRASÍLIA , O Estado de S.Paulo

29 de novembro de 2012 | 02h05

O aeroporto internacional Juscelino Kubitschek, de Brasília (DF), troca de mãos no sábado, e o consórcio privado Inframerica, que assume o comando no lugar da estatal Infraero, promete inaugurar no mesmo dia uma série de inovações. "A transição com a Infraero será suave, mas a modernização da infraestrutura será muito veloz", disse ontem Antonio Droghetti, presidente do Conselho de Administração da Inframerica.

A empresa está pressionada: deve expandir a capacidade do aeroporto dos atuais 14 milhões de passageiros para quase 22 milhões até maio de 2014. Isso significa que a Inframerica precisa aumentar a capacidade do terminal em, no mínimo, 2 milhões de passageiros por ano, como determinado pelo governo Dilma Rousseff no contrato de concessão. Do contrário, poderá ser multada em R$ 150 milhões.

As obras já começaram - mas não em Brasília. Para ganhar tempo, a Inframerica optou por trabalhar com estruturas e blocos pré-moldados que devem acelerar a construção civil de dois novos terminais, que serão ligados à plataforma que existe hoje por meio de esteiras rolantes, além de esteiras de rolagem das bagagens, e da ampliação do estacionamento.

Já no sábado, quando a Infraero transmite a operação do aeroporto ao consórcio privado, o estacionamento passará a contar com 1.312 vagas, 278 mais do que dispõe atualmente. Até 2014, o estacionamento chegará a 3 mil vagas.

Também no sábado, todo o aeroporto de Brasília terá acesso ilimitado e gratuito a redes wi-fi de internet. Pesquisa da companhia aponta que 50% dos passageiros em Brasília têm smartphones.

Financiamento. Ao todo, a Inframerica se compromete a investir R$ 750 milhões em obras de infraestrutura até maio de 2014, pouco antes do início da Copa do Mundo. Se considerar os investimentos até 2016, as despesas serão de R$ 1,1 bilhão.

Parte considerável desses recursos será financiada pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O Estado apurou que o BNDES já aprovou um empréstimo-ponte para a Inframerica de R$ 350 milhões, que deve chegar aos cofres da companhia em janeiro do próximo ano. Os recursos serão usados para obras emergenciais, como a ampliação das esteiras de rolagem das bagagens.

Demanda. Diretores da empresa afirmaram ontem que essas esteiras serão ampliadas em 40% até 2014, quando, também, dois novos terminais para passageiros estarão prontos. Apenas as esteiras vão consumir R$ 40 milhões.

Com isso, o superintendente da companhia, Antônio Sales, espera atender a demanda esperada de quase 22 milhões de passageiros por ano a partir de 2014. Entre janeiro e dezembro de 2012, a Infraero estima que 16,2 milhões de passageiros passaram pelo aeroporto de Brasília.

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