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Consórcio instalará fábrica no Brasil caso vença concorrência da FAB

Representantes do consórcio sueco-britânico que fabrica o avião Gripen comunicaram ontem ao ministro do Desenvolvimento, Sérgio Amaral, que caso o grupo formado pela Saab e pela Bae vença a concorrência para venda de 12 caças para a Força Aérea, se comprometem a instalar uma fábrica de componentes e de estrutura de aviões no Brasil.O ministro Sérgio Amaral pediu às empresas que formalizem o compromisso por escrito. O consórcio garante que a fábrica deve gerar, em um primeiro momento, 300 empregos e exportar 95% de sua produção, equivalente a US$ 30 milhões. Os investimentos no país seriam de pelo menos U$ 700 milhões, mesmo valor da concorrência.Os representantes da Saab-Bae informaram ao ministro Sérgio Amaral que para promover a transferência de tecnologia - uma exigência da licitação - o consórcio promete criar um centro de desenvolvimento em conjunto com a Varig, que já possui experiência em manutenção de aviões da Força Aérea. Mas eles não descartaram a possibilidade de aproximação com a Embraer, que só não é possível agora porque a empresa brasileira está associada à Dassault, que também disputa a concorrência da FAB, com o avião Mirage 2000.As informações foram dadas pelos próprios representantes das empresas - Bengt Halse, da Saab, e Charles Masefield, da Bae Systems -, após audiência com o ministro Amaral. Em seguida, eles foram ao Palácio do Planalto, reiterar as ofertas ao ministro-chefe da Casa Civil, Pedro Parente. Ontem, o grupo esteve com o ministro da Fazenda, Pedro Malan. A todos, falaram também das vantagens dos financiamentos de 100% do projeto, pago em 15 anos, com cinco anos de carência, oferecidos pelos seus governos. Os empresários não acreditam que o fato de a Dassault estar associada à Embraer, que já foi controlada pela Aeronáutica, possa ter qualquer interferência política na escolha do avião. "Temos confiança no profissionalismo e na transparência da FAB", disse Charles Msefield, que garantiu ainda que o Gripen seria um produto brasileiro como o Mirage.Eles também frisaram que foram vitoriosos nas três últimas concorrências das quais participaram com as mesmas empresas na África do Sul, Hungria e República Tcheca. Na opinião dos representantes do consórcio, dois outros países concorrem com o Brasil para a instalação dessa fábrica de componentes - um no Leste da Europa e outro no Oriente Médio. Mas a preferência dos empresários, daí o compromisso assumido com o governo brasileiro, é de instalá-la aqui. "O Brasil tem muitos atrativos e vantagens. Boa tecnologia, mão de obra mais barata e produtividade", comentou Charles Msefield, depois de ressaltar que a fábrica brasileira seria a responsável pela produção de equipamentos de asas e caldas, além de outros componentes. "Nenhum outro concorrente pode oferecer isso", assegurou.Além do Gripen e do Mirage 2000, participam da concorrência cujas propostas finais foram apresentadas ontem à Aeronáutica, os aviões russos Mig 29, da Rac-Mig, o Sukhoi, da Rosoboronexport e o norte-americano F-16, fabricado pela Lockhed Martin.O Comando da Aeronáutica espera concluir seu relatório final com as avaliações técnicas, industriais, comerciais, logísticas e as propostas de compensação - o chamado offset - até o dia 28 de maio. Nesta data, o brigadeiro Carlos de Almeida Baptista entregará as avaliações da Força ao ministro da Defesa, Geraldo Quintão, e este o entregará ao presidente Fernando Henrique Cardoso. A decisão, no entanto, será tomada pelo Conselho de Defesa Nacional, em reunião a ser marcada possivelmente para junho. Fernando Henrique decidiu convocar o conselho para dividir responsabilidades na escolha do caça que substituirá os Mirage nos próximos 30 anos.

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