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Consórcio: lance muito alto é desvantajoso

Outra forma de recebimento do bem em um consórcio é o lance. O matemático José Dutra Vieira Sobrinho destaca que, também nesse caso, o consorciado pode ter prejuízo, a partir de um determinado valor da oferta. No exemplo de um consórcio estruturado em 120 meses, o ideal é que o valor do lance não exceda a soma de 45% do total das parcelas. Para chegar a essa conclusão, o matemático levou em conta um exemplo em que o consorciado recebe uma carta de crédito de R$ 100 mil, o plano adquirido é de 120 meses, a taxa de administração é de 18% e as mensalidades ficam em R$ 983,33. Nesse exemplo, o consorciado deveria dar como lance a soma de 54 prestações - 45% do total de 120 parcelas do plano. "Em uma simulação em que o valor da mensalidade é de R$ 983,33, o valor do lance não deveria ultrapassar R$ 53.100. Isso porque, para um valor acima desse, o ideal seria economizar e, a partir desse total acumulado, contratar um financiamento imobiliário", afirma o matemático.Nessa simulação, se a pessoa usa o total de R$ 53.100 como valor da entrada para a compra de um bem, cujo preço é R$ 100 mil, financiando os R$ 46.900 restantes, o valor da prestação ficaria em R$ 959,45, a serem pagos durante 66 meses - diferenças entre os 120 meses estabelecidos no consórcio e os 54 meses. "Ou seja, a partir desse valor, o lance já seria desvantajoso. Além disso, nesse exemplo, também o valor da prestação do financiamento é inferior à mensalidade do consórcio", afirma Dutra Sobrinho.Veja nos links abaixo os cálculos do matemático mostrando as desvantagens do consórcio para quem não é sorteado no início do plano. Veja também a cartilha completa sobre o assunto.

Agencia Estado,

08 de novembro de 2002 | 13h13

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