Consórcio liderado por Queiroz Galvão e Bertin vence leilão de Belo Monte

Consórcio vencedor ofereceu preço de R$ 78,03 o megawatt-hora da energia que será produzida pela usina

Gerusa Marques e Irany Tereza, da Agência Estado,

20 de abril de 2010 | 15h15

O consórcio liderado por Queiroz Galvão e Bertin foi o vencedor do leilão da usina hidrelétrica de Belo Monte, segundo fontes próximas ao consórcio. O nome do vencedor ainda não foi divulgado oficialmente pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) em razão de liminar concedida pelo juiz federal Antonio Carlos Almeida Campelo, da Subseção de Altamira.

 

As fontes não deram maiores detalhes sobre o valor da energia ofertado pelo consórcio. 

 

O consórcio, denominado Norte Energia, é formado por Chesf (49,98%), Queiroz Galvão (10,02%), Galvão Engenharia (3,75%), Cetenco Engenharia (5%), Mendes Júnior (3,75%), Bertin (13,77%), Serveng (3,75%) e J. Malucelli (9,98%).

 

Preço da energia

 

O diretor geral da Aneel, Nelson Hubner, informou há pouco que o preço final da energia da usina hidrelétrica de Belo Monte, leiloada hoje, é de R$ 77,97 por megawatt-hora. Ele confirmou que o preço oferecido pelo grupo que venceu a disputa foi de R$ 78,03/MWh, conforme informou a Agência Estado. O preço ofertado depois de ajustes técnicos feitos em função da energia que será comercializada no mercado livre chegou a R$ 77,97, valor que representa um deságio de 6,02% em relação ao preço-teto, que era de R$ 83,00/Mwh. 

 

Segundo uma fonte ligada às empresas, a Andrade Gutierrez, que liderava o grupo que saiu derrotado no leilão, não estava disposta a oferecer um preço muito inferior ao teto determinado pelo governo, que era de R$ 83/megawatt-hora

 

Fonte ligada ao consórcio Belo Monte Energia que, segundo resultado ainda extraoficial, perdeu o leilão para a construção da nova usina, disse à Agência Estado que o grupo ainda não analisou que procedimento adotar depois de confirmado o resultado.

 

Segundo a fonte, a tarifa ofertada pelo consórcio (Eletrosul, Furnas, Andrade Gutierrez, Vale, Neoenergia e CBA) foi "ajuizada para o plano de negócios" elaborado pelo grupo.

 

Para vencer logo na primeira fase, a diferença entre as duas propostas tem de ser superior a 5%, o que significa que o outro consórcio ofereceu, no máximo, deságio de 1%. "Não sabemos qual a proposta do outro consórcio: qual o percentual de energia livere que estabeleceram, se eles têm ou não autoprodutores envolvidos no projeto, qual o capex que consideraram", disse a fonte ligada a Belo Monte Energia. Ele não falou sobre a possibilidade de recurso no resultado do leilão. "Analisaremos tudo depois", informou.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.