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Consórcio oferece US$ 98 bilhões pelo ABN

O grupo de bancos liderado pelo Royal Bank of Scotland apresentou ontem formalmente sua oferta de 71,1 bilhões (US$ 98,2 bilhões) pelo holandês ABN Amro, que no Brasil é dono do Banco Real. O consórcio, que conta ainda com o espanhol Santander e o belga Fortis, disputa com o britânico Barclays o controle da instituição holandesa. Independentemente do vencedor, o negócio já é o maior da história do setor bancário do ponto de vista dos valores envolvidos. O trio informou que sua proposta se estende até o dia 5 de outubro. A oferta foi lançada logo depois de os órgãos reguladores da Grã-Bretanha e da Holanda aprovarem a potencial operação. A oferta poderá ser declarada incondicional caso os acionistas, que possuem 80% dos papéis em mercado do ABN, a aprovem. De acordo com o consórcio, sua proposta equivale a 38,40 por ação do ABN. Do total a ser pago, o grupo promete pagar 93% em dinheiro. A proposta do Barclays prevê o pagamento em ações. Analistas calculam que a oferta do consórcio é cerca de 10% maior que a do banco britânico. O conselho do ABN recomendou a oferta do Barclays, mas a instituição informou na quarta-feira que estuda rever sua proposta, o que despertou especulações de que o comando do ABN mude sua recomendação. Analistas, porém, duvidam que o Barclays consiga cobrir a oferta do consórcio. Alguns investidores chegaram a pedir ao Barclays para não entrar em um leilão pelo ABN. Se o conselho do ABN mudar mesmo de idéia, terá de notificar o Barclays, que, por sua vez, teria cinco dias para responder. Se o consórcio vencer a disputa, provavelmente o Santander assumiria as operações do Real no Brasil, formando o terceiro maior banco do País, atrás apenas do Bradesco e do Banco do Brasil.

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