Consórcio retoma obras de Jirau, após obter licença

A Energia Sustentável do Brasil, concessionária da hidrelétrica Jirau, no Rio Madeira, Rondônia, retomou ontem à noite as obras de construção da usina após obter a licença de instalação (LI) definitiva do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). O documento foi concedido ontem pelo órgão ambiental à companhia. "Com isso, as obras recomeçaram na noite de ontem, com os quatro mil trabalhadores retomando as suas atividades", informou a empresa, em nota.

WELLINGTON BAHNEMANN, Agencia Estado

04 de junho de 2009 | 12h09

Segundo a concessionária, a LI definitiva autoriza a construção da usina. A partir de agora, a empresa dará início às obras de implantação das duas casas de força, do vertedouro e do barramento do projeto, da montagem dos equipamentos eletromecânicos e industriais, tais como turbinas, geradores, transformadores, e da linha de transmissão que transportará a energia produzida pela hidrelétrica. A concessionária também está autorizada a implantar a vila residencial e comercial, contendo escolas, postos de saúde e saneamento básico.

"O cronograma de implantação da obra está sendo atualizado com o incremento de equipamentos e de mão de obra para manter o prazo dentro do previsto e promover a geração de energia ao País no início de 2012", afirmou o presidente da empresa, Victor Paranhos. Atualmente, 4,1 mil trabalhadores estão envolvidos nas obras. A estimativa da companhia é que até o fim deste ano se chegue a marca de 15 mil funcionários contratados.

A concessão da LI definitiva foi possível graças a um acordo entre o governo de Rondônia, o governo federal e a Energia Sustentável do Brasil. Ficou acertado que a empresa investirá R$ 90 milhões no Estado, principalmente nas áreas de saúde e segurança pública. A LI autoriza a empresa a dar início às ações do Projeto Básico Ambiental (PBA) do empreendimento, que somam, ao todo, 29 programas socioambientais. As ações abrangem aspectos da dinâmica do ecossistema local e do meio socioeconômico da região beneficiada com a construção da usina.

As obras da usina estavam suspensas desde o dia 19 de maio, quando expirou a LI parcial concedida pelo Ibama. Segundo a Energia Sustentável do Brasil, a paralisação provocava um prejuízo diário de R$ 6 milhões à concessionária. Com potência estimada em 3,3 mil megawatts (MW) e investimentos na casa dos R$ 10 bilhões, a hidrelétrica de Jirau é um dos principais projetos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e forma, com a usina hidrelétrica de Santo Antônio, o Complexo Hidrelétrico do Rio Madeira.

Os acionistas da Energia Sustentável do Brasil são a multinacional franco-belga GDF Suez (50,1%), a Camargo Corrêa (9,9%) e as subsidiárias da Eletrobrás, Chesf (20%) e Eletrosul (20%).

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