Consórcio Suez/Camargo vence o leilão da usina de Jirau

Consórcio se propôs a construir usina cobrando R$ 71,40 MWh, deságio de 21,6% sobre preço-teto da licitação

Da Redação,

19 de maio de 2008 | 14h28

O consórcio Energia Sustentável do Brasil (Suez/Camargo) venceu nesta segunda-feira, 19, o leilão da hidrelétrica de Jirau, do Rio Madeira, em Rondônia. Formado pelas empresas Suez Energy (50,1%), Camargo Corrêa (9,9%), Eletrosul e Companhia Hidro Elétrica do São Francisco-Chesf, com 20% cada, o consórcio se propôs a construir a usina cobrando R$ 71,40 MWh, um deságio de 21,6% sobre o preço-teto de R$ 91/MWh da licitação. É o menor preço oferecido. Veja também: Jirau reforça geração na Amazônia O leilão se encerrou com cerca de 7 minutos de duração. Não foi necessária a realização da segunda fase do leilão, já que a diferença entre a oferta vencedora e a segunda foi de mais de 5%. Do consórcio Jirau participou ainda o consórcio Jirau Energia, formado pela Odebrecht Investimentos em Infra-Estrutura (17,6%), Construtora Norberto Odebrecht (1%), Andrade Gutierrez (12,4%), Centrais Elétricas de Minas Gerais (Cemig) (10%), Furnas Centrais Elétricas (39%) e Fundo de Investimentos Amazônia Energia II, formado pelos bancos Banif e Santander (20%). O ministro de Minas e Energia, Edson Lobão, comemorou o resultado do leilão da hidrelétrica de Jirau. "Não poderia ter sido melhor", disse sobre o preço conseguido. "Isso é um indicativo de que cada vez mais obteremos resultados melhores", afirmou o ministro. O presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim, também comemorou e disse que o leilão superou as expectativas. "O preço foi ótimo, sucesso total", afirmou. Ele ressaltou a importância de o grupo vencedor de Jirau ter sido diferente do consórcio que venceu o leilão da hidrelétrica de Santo Antônio. "Essa alternância é importante para o País, mostra que mais um grupo forte construirá uma usina no Brasil e que existe competição." Segundo Tolmasquim, a presença da multinacional francesa Suez no consórcio deve atrair mais investimentos internacionais para o setor de energia. O presidente da EPE disse ainda que o leilão de Belo Monte, ainda sem data prevista, será mais concorrido, pois as empresas terão mais tempo para se preparar para a disputa. Ele acompanhou o leilão de Jirau nas dependência da Aneel em uma sala, juntamente com o ministro Lobão e diretores da agência. Capacidade O leilão da Hidrelétrica de Jirau abre definitivamente a fronteira amazônica para a construção de grandes empreendimentos energéticos na região. Com a conclusão da licitação das duas usinas do Complexo do Rio Madeira (Santo Antônio e Jirau), que somam 6.450 MW de potência instalada, em Rondônia, o governo parte agora para uma série de projetos nas bacias do Amazonas, Tocantins, Araguaia e Teles Pires. A capacidade instalada da Usina de Jirau é de 3.300 megawatts. A previsão de início da operações é em 2.013. A estimativa da Empresa de Pesquisa Energética é de que obras demandem um investimento total de R$ 8,7 bilhões. Somente o leilão envolve gastos aproximados de R$ 1 milhão.

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