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Consórcios para o rio Madeira estão definidos, diz ministro

Empresas privadas e estatais do sistema Eletrobrás disputarão o leilão da usina de Santo Antonio

Leonardo Goy, da Agência Estado

27 de setembro de 2007 | 13h03

O ministro interino de Minas e Energia, Nelson Hubner, disse nesta quinta-feira, 27, que já foram definidos os consórcios entre empresas privadas e estatais do sistema Eletrobrás, que disputarão o leilão da usina de Santo Antonio, do Rio Madeira.  Hubner disse que a Camargo Corrêa deverá se associar à Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf), a Eletrosul com a Suez e a Eletronorte com a Alusa. A estatal Furnas já havia assinado contrato para participar do leilão, ao lado da Odebrecht.  O ministro interino afirmou que a holding Eletrobrás dará garantias a todos os consórcios que estiverem associados às suas subsidiárias, para dar condições iguais de competição a todos os interessados, já que as empresas do sistema têm situações financeiras distintas. Hubner negou que o fato de cada consórcio ter uma estatal signifique uma "estatização" do projeto do Madeira. "Eu poderia fazer o raciocínio inverso. Não estamos colocando nenhuma estatal sozinha, elas estão entrando sempre como minoritárias", disse. Odebrecht Para o ministro, os contratos de exclusividade da Odebrecht com fornecedores de equipamentos, que foram suspensos pela Secretaria de Direito Econômico (SDE), afetavam a competição do leilão da usina de Santo Antonio. "Se isso não for resolvido, não haverá competição no leilão. Por isso, a SDE tomou aquela decisão", disse Hubner, salientando que, quando consultado pela SDE, o Ministério de Minas e Energia defendeu a quebra da exclusividade. Hubner admitiu que o governo está preocupado com a guerra jurídica iniciada após a decisão da SDE. "Claro que estamos preocupados. A própria SDE, quando tomou a decisão, nos alertou sobre os riscos de ações judiciais", disse. Hubner admitiu que essa guerra judicial pode atrasar o leilão, mas afirmou que "isso não interessa a ninguém". Ele disse, entretanto, que acredita no "bom senso" da Odebrecht, que está recorrendo da decisão na Justiça. Segundo Hubner o Ministério vinha pedindo à construtora para que ela liberasse ao menos a General Eletric do compromisso de não se associar com outras empresas. Isto porque, segundo Hubner, outro importante fornecedor global de turbinas, a japonesa Hitachi, já informou ao governo brasileiro que só se apresentaria como opção de fornecedor se pudesse se associar com a GE. Segundo Hubner, todos os fornecedores de turbinas com quem o governo conversou disseram que, dado ao tamanho da obra (serão 44 turbinas, somente em Santo Antônio), não queriam trabalhar sozinhos, mas associados a outros fornecedores.

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