Consórcios querem exclusão da cobrança do Cofins

A Associação Brasileira das Administradoras de Consórcios (Abac) vai pedir ao ministro da Fazenda, Antonio Palocci, que os sistemas de consórcios sejam excluídos do aumento da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) que teve sua alíquota aumentada para 7,6%. A medida provisória, se aprovada, passaria a valer a partir de fevereiro.A alegação das empresas do setor é de que não há como repassar a correção às mensalidades dos consórcios, pois não se pode alterar acordos já firmados. Há prazos de até 120 meses, cujos contratos não poderiam ser mudados. Atualmente, existem no sistema, de acordo com cálculos da entidade, 3 milhões de consorciados. Os repasses só ocorreriam, portanto, nos contratos novos, dificultando ainda mais os futuros.Segundo Consuelo Amorim, presidente da Abac, a medida acarretará perda direta de receita para as empresas, pois representará um acréscimo de 4,6 pontos porcentuais nas despesas em relação ao faturamento, o que representa mais que o lucro das empresas. "Quem tem uma margem de 4,6% para queimar?", indagou.Só as despesas com os procedimentos de venda, o que inclui custos dos empregados, já ficam com 5% do faturamento, que vem das taxas cobradas dos consorciados, montante que leva em média 30 meses para ser recuperado. Há ainda os custos financeiros e os administrativos, alega Consuelo. "Segmentos como o nosso teriam de ser excluídos, pois não há como repassar aumentos", disse.

Agencia Estado,

14 de novembro de 2003 | 12h29

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