Consórcios têm mais prazo para dar nomes de bons pagadores

Data foi estendida para 1º de junho de 2014, mas bancos continuam tendo de encaminhar dados até 1º de agosto deste ano

LAÍS ALEGRETTI, EDUARDO CUCOLO / BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

26 de julho de 2013 | 02h07

As administradoras de consórcio ganharam mais tempo para iniciar o fornecimento de informações ao Cadastro Positivo, a lista de bons pagadores. O prazo anterior, 1.º de agosto deste ano, foi estendido até 1.º de junho de 2014, conforme decisão tomada ontem pelo Conselho Monetário Nacional. Para os bancos, continua a mesma data.

A partir da próxima quinta-feira, as instituições financeiras devem estar aptas a passar informações sobre todas as operações de crédito com os pagamentos em dia a esse banco de dados, desde que solicitado pelo cliente bancário, seja ele empresa ou consumidor.

O chefe do Departamento de Regulação do Sistema Financeiro do Banco Central, Sérgio Odilon dos Anjos, atribui o adiamento para os consórcios a questões tecnológicas, que impedem que as informações entrem no cadastro ainda neste ano. Segundo ele, os recursos movimentados pelos consórcios são bem inferiores ao das demais operações de crédito e, por isso, o adiamento não prejudicará o banco de dados.

Apesar do volume menor, o envio da informação é mais complicado, segundo o BC, pois não há agente financeiro emprestando recursos, mas "a união de esforços de poupadores, por meio de um grupo de consórcio, com o objetivo de formação de fundo financeiro para aquisição de bens ou serviços".

Disposição. Odilon disse que ainda não é possível prever quando as informações dos bancos sobre os clientes estarão disponíveis em grande volume no Cadastro Positivo. Isso porque, antes de as instituições liberarem as informações, os consumidores precisam autorizar que seus dados seja compartilhados. "Não tenho condição de saber qual é a disposição das pessoas de informar os dados." Questionado se esse prazo seria de seis meses, ele disse que "no mínimo é isso".

Ele destacou a importância de os consumidores conhecerem o Cadastro Positivo, criado em 2011, já que o objetivo é beneficiar bons pagadores, que poderiam ter acesso a juros menores. "Esperamos que todo mundo veja isso como algo benéfico e autorize a colocação das informações." As instituições que não estiverem aptas a fornecer informações ao cadastro nos prazos estabelecidos ficarão sujeitas a fiscalização e averiguação do BC.

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