Construção civil deve crescer 4,3% no ano, prevê SindusCon-SP

A indústria brasileira da construção civil deve crescer 4,3% neste ano, pouco acima da projeção de aumento para o Produto Interno Bruto (PIB), de 4%. A revisão da estimativa de crescimento do setor, que era de 4,5% no início do ano e havia sido reduzida para 3,7% após o desempenho negativo no primeiro trimestre, levou em conta os últimos dados relativos à construção no País, que apontam uma recuperação consistente.Um dos principais indicadores de que a retomada dos negócios da construção, a partir do segundo trimestre, não é pontual é o número de postos de trabalho criados no setor nos oito primeiros meses do ano. De janeiro a agosto, foram criados 100,7 mil postos na construção, equivalente a incremento de 8,71% em comparação ao total de vagas abertas em dezembro de 2003.Se a projeção anunciada hoje pelo vice-presidente de Economia do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP), Eduardo Zaidan, se concretizar, o setor vai interromper a trajetória de retração dos negócios, iniciada em 2001, e recuperar parte das perdas acumuladas nos últimos três anos, de 12,6%. Para Zaidan, entretanto, ainda não está claro se o crescimento será sustentável.Motivos de preocupaçãoDois dos principais motivos de preocupação para o setor, disse Zaidan, são o aumento na taxa básica de juros (Selic) para 16,75% ao ano, que pode levar ao adiamento de novos investimentos no País, e os reajustes consecutivos no preço de alguns materiais de construção. Segundo o sindicato, nos 12 meses até setembro, o custo do aço subiu 27,26% e, recentemente, os materiais produzidos a partir de derivados do petróleo colocaram o setor em alerta.

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