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Construção civil na Argentina cai 90% em dois anos

A capital argentina era, décadas atrás, uma das cidades mais pujantes da América Latina, e hoje exibe um cenário urbanístico de edifícios velhos, que tentam a duras penas manter sua dignidade mesmo com o reboco no chão e ao lado dos quais se levantam esqueletos de prédios que começaram a ser construídos nos últimos quatro anos, mas nunca puderam ser concluídos.Estes últimos são vítimas da recessão econômica que assola o país. A construção civil está no pior momento de sua história, especialmente em Buenos Aires. Ali, segundo os sindicatos, o governo da cidade e a Câmara da Construção Civil, a atividade do setor despencou 90% nos últimos dois anos. Entre o primeiro trimestre do ano 2000 e o mesmo período deste ano, a superfície da área em construção foi reduzida de 445,5 mil metros quadrados para somente 46,3 mil metros quadrados.A grave paralisia que atinge o setor fica evidente no exíguo número de pedidos de novas construções à prefeitura de Buenos Aires. Em abril, foram feitos somente oito pedidos. Segundo Gerardo Martínez, secretário-geral da União da Construção Civil da República Argentina (UOCRA), por causa da recessão, que já dura quase quatro anos, 300 mil operários do setor estão desempregados, além de 50 mil mestres de obra e arquitetos.O sindicalista sustenta que 80% das empresas de construção ainda existentes estão à beira da falência. Martínez disse que o sindicato e a Câmara Argentina da Construção estão analisando a possibilidade de criar um fundo fiduciário para concluir as obras que estão paralisadas.Os efeitos do agravamento na recessão nos últimos meses também pode verificar-se através do desempenho das vendas de gasolina, que despencaram 34% desde janeiro. A informação foi divulgada pela Federação de Empresários de Combustíveis da Argentina, que também anunciou que outros problemas estão afetando as vendas, como o fato de as empresas de cartões de crédito adiarem cada vez mais seus prazos de pagamento, prejudicando os postos de gasolina.Segundo a Associação de Postos de Gasolina Independentes, de um total de 6.100 postos de gasolina em todo o país, 1.000 estão com graves problemas econômicos, o que implicaria colocar em perigo 10 mil postos de trabalho. Outros 1.200 postos de gasolina fecharam ao longo do último ano.Leia o especial

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