Construção civil pede para Lula "botar o dinheiro na rua"

O presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção Civil (CBIC), Paulo Safady Simão, acredita que está na hora do governo federal começar a investir em obras públicas, já que teve sucesso em acabar com o descontrole inflacionário. ?Se passou o grande susto com a inflação, como várias autoridades estão dizendo que passou, está na hora de botar o dinheiro na rua?, afirmou ao Estado. Simão disse que a entidade está ?muito otimista? com o governo Lula, apesar dos indicadores negativos do setor este ano, como as quedas de 9,89% no consumo de cimento nos primeiros cinco meses do ano e de 1,7% no PIB do setor no primeiro trimestre. ?O setor já vinha com uma parada razoável há três ou quatro anos e em obras públicas nem se fala. Acho que estamos chegando no ponto mais alto disso?, disse Simão. ?Devemos iniciar uma virada dessas curva agora, até porque o desemprego está muito grande?. O empresário afirmou que o governo deveria reduzir o superávit primário e assim ampliar os investimentos em obras públicas. Segundo ele, os recursos da Contribuição de Intervenção de Domínio Econômico (Cide) para as rodovias e R$ 4,5 bilhões do FGTS estão bloqueados por causa do superávit primário. ?Há recursos, projetos, empresas interessadas e governo para regular e fiscalizar. É questão de vontade política?, diz Simão. Para o setor de saneamento, Safady reivindica a revisão das regras que limitam o endividamento dos municípios para reativar a construção civil. "Praticamente todos (os municípios) estouram o limite de endividamento, mas a falta de investimento no setor obriga as prefeituras a gastarem três vezes mais em saúde?, disse. No setor imobiliário, observa, o problema é a falta de crédito e os altos juros. ?Tirando a classe AAA, ninguém está investindo na área imobiliária porque não tem crédito?, diz.

Agencia Estado,

22 Julho 2003 | 17h03

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