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Construção civil pode perder 500 mil empregos em 2015, prevê entidade

José Carlos Martins, presidente da CBIC, diz que o setor realizou investimentos nos últimos anos, mas tem sofrido com uma quebra de expectativas

LUCAS HIRATA, O Estado de S. Paulo

24 de setembro de 2015 | 17h26

O setor de construção civil pode perder 500 mil postos de trabalho em 2015, de acordo com o presidente da Câmara Brasileira de Indústria da Construção (CBIC), José Carlos Martins. O executivo afirmou que o setor investiu por anos, mas tem sofrido com uma quebra de expectativas.

"Criamos perspectivas, investimos e fizemos planos até sermos interrompidos. O resultado é que sofremos uma drástica inversão de expectativas: deveremos perder 500 mil postos de trabalho em 2015", disse o executivo na abertura do Encontro Nacional da Indústria da Construção (Enic).

Para Martins, o governo tem tomado medidas que podem aumentar a informalidade, uma das grandes preocupações do setor. "A exemplo da Contribuição da Seguridade Social, que incide sobre valor agregado, tem a reoneração da folha de pagamento. Neste caso, ao estimular a volta da tributação sobre salários, induz a informalidade, problema histórico da construção", afirmou o executivo.

Entre os benefícios concedidos pelas autoridades, o presidente da CBIC citou a resolução do Banco Central, que liberou compulsório e fez a revisão do cumprimento da exigibilidade. Mas, de acordo com o executivo, o esforço não é suficiente para atender a demanda do setor. "Outras formas são necessárias", disse. Entre as soluções para ajudar o setor, ele citou concessões e Parcerias Público Privadas, que "são a grande saída para a infraestrutura e serviços públicos brasileiros".

Responsabilidade Fiscal. A CBIC iniciou nesta quarta-feira, 23, uma mobilização para propor um Projeto de Iniciativa Popular que limite os gastos públicos. Para os casos em que o orçamento ou sua execução forem deficitários, o projeto visa vedar automaticamente a criação de novos programas que impliquem a elevação de despesas, assim como o aumento dos gastos de custeio, como por exemplo novas contratações e reajuste para o funcionalismo. De acordo com José Carlos Martins, serão necessárias 1,5 milhão de assinaturas.

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