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Construção da represa de Belo Monte foi 'dinheiro jogado fora', diz Bolsonaro

Durante transmissão, presidente criticou o fato da hidrelétrica operar com parte do volume do reservatório para preservar a vegetação nas margens

Pedro Caramuru, Daniel Galvão e Gustavo Porto, O Estado de S.Paulo

20 de maio de 2021 | 23h24

O presidente Jair Bolsonaro afirmou que o recurso usado para a construção da Usina de Belo Monte (PA), com capacidade instalada para 11,2 megawatts (MW), foi "dinheiro jogado fora". "Se faz a fio d’água por questão ambiental. Acho que cada ambientalista tinha de ter um relógio [de energia] específico para ser desligado por satélite porque é contra fazer uma hidrelétrica decente em Belo Monte", disse o presidente sobre a hidrelétrica inaugurada em 2016, durante governo petista, e que opera com parte do volume do reservatório a fim de preservar a vegetação nas margens.

"Se roubou muito lá também. Onde está o PT tem roubo, tá?", atacou Bolsonaro durante a transmissão semanal ao vivo desta quinta-feira, 20. O presidente também criticou o período em que a hidrelétrica deixa de gerar energia durante os meses da seca na região. "Realmente o Brasil é um País complicado. Bastante complicado", emendou.

Apesar das críticas à usina, durante os 27 anos em que foi deputado federal, Bolsonaro elogiou diversas vezes as obras para geração de energia realizadas durante a Ditadura no País.

Segundo Bolsonaro, em discurso na Câmara em 2009, "Emílio Garrastazu Médici, Geisel e Figueiredo, que construíram Itaipu e uma série de usinas hidrelétricas em nosso País" foram "os melhores presidentes que o Brasil já teve". Em 2016, Bolsonaro voltou a reforçar sobre Itaipu: "Com a construção dessa usina, uma das maiores do mundo, nenhum militar ficou rico. Nenhum Ministro, nenhum Secretário, ninguém ficou rico."

Seca

Já na live de hoje, o ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, disse que o País deve tomar algumas medidas a fim de encarar o período de seca que é esperado para os próximos meses.

"A gente vai ter de tomar uma série de providências. De certa forma vamos restringir a navegação em algumas hidrovias porque vai ser necessário em algum momento poupar água", afirmou o chefe da pasta.

"Poupar água significa reter volumes nos reservatórios e obviamente haverá menos vazão em determinadas hidrovias. Para isso estamos planejando uma série de intervenções hidroviárias", disse o ministro que citou a dragagem de rios e aumento do calado para navegação.

Durante a transmissão, Tarcísio destacou "alternativas" em outros modais de transporte durante o momento de crise hídrica.

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