Construção de moradias nos EUA sobe menos que o esperado

Taxa avançou 2,3%, para 750 mil unidades, enquanto economistas esperavam 765 mil unidades. Mesmo assim, tendência é de recuperação no mercado imboliário

Reuters

19 de setembro de 2012 | 10h34

O início de construções de moradias nos Estados Unidos cresceu menos que o esperado em agosto, à medida que os projetos de moradias para várias famílias caíram, mas a tendência continuou apontando para uma recuperação no mercado imobiliário.

O Departamento do Comércio informou nesta quarta-feira que o início de construções avançou 2,3%, para uma taxa anual ajustada sazonalmente de 750 mil unidades. O início de construções de julho foi revisado para um ritmo de 733 mil unidades, em vez dos 746 mil previamente reportados.

Economistas consultados pela Reuters previam que a construção residencial tivesse alta para um taxa de 765 mil unidades. Comparado com agosto do ano passado, a construção residencial avançou 29,1%.

O início de construções está agora em um terço do pico de 2,27 milhões de unidades registrado em janeiro de 2006. O mercado imobiliário, o calcanhar de Aquiles da recuperação da recessão de 2007 a 2009, está se recuperando lentamente.

As vendas têm crescido muito lentamente e a queda dos preços dos imóveis atingiu o limite, com uma oferta pequena de propriedades no mercado aumentando os preços em algumas áreas metropolitanas. Além disso, o sentimento do construtor registrou a máxima em seis anos em setembro.

Espera-se que a construção de moradias contribua positivamente ao Produto Interno Bruto (PIB) este ano pela primeira vez desde 2005.

Apesar de a construção residencial responder por cerca de 2,5% do PIB, economistas estimam que a cada nova casa construída, pelo menos três empregos são criados.

O Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos, agiu na semana passada para incentivar a economia, anunciando que irá comprar 40 bilhões de dólares em títulos hipotecários todo mês até que as perspectivas de emprego melhorem significativamente.

No mês passado, o início de construções de moradias para uma única família, o maior segmento do mercado, cresceu 5,5%, para um ritmo de 535 mil unidades --o maior nível desde abril de 2010. O início de moradias para várias famílias caiu 4,9%.

As permissões para construções diminuíram 1,0 por cento, para um ritmo de 803 mil em agosto, depois de avançarem no mês anterior para o maior nível em quatro anos. As permissões de julho não foram revisadas, ficando em 811 mil unidades.

Economistas esperavam que as permissões caíssem para um ritmo de 796 mil. As permissões para construir moradias para uma única família subiram 0,2% no mês passado, para um ritmo de 512 mil unidades. As permissões para moradias de várias famílias caíram 3,0%, para um ritmo de 291 mil unidades.

(Reportagem de Lucia Mutikani)

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