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Construção do navio foi test drive do estaleiro, diz empresa

Nota do Estaleiro Atlântico Sul afirma que o petroleiro está passando por ajustes e em fase de acabamento

Sérgio Torres, O Estado de S.Paulo

29 de maio de 2011 | 00h00

O Estaleiro Atlântico Sul (EAS) divulgou nota para comentar o atraso na entrada em operação do petroleiro João Cândido. A empresa informou que ninguém da direção daria entrevista sobre o assunto. A nota da companhia omite a questão do afastamento do ex-presidente Ângelo Alberto Bellelis e de parte dos diretores que nos últimos três anos comandaram o processo de construção do petroleiro.

De acordo com a "nota de esclarecimento" (título oficial do documento), "o navio se encontra atualmente em fase de acabamento no cais do EAS". "Estão sendo realizados ajustes que se fizeram necessários, nessa reta final, nos sistemas de vapor, água e óleo, entre outros, e também na casa de bombas", informa a nota do estaleiro.

O documento sustenta que os problemas enfrentados durante a construção do João Cândido são corriqueiros na indústria naval. "Vale lembrar que os percalços para a produção de um primeiro navio e a necessidade de ajustes no cronograma são praticamente uma regra nos novos estaleiros em qualquer parte do mundo, incluindo na Ásia, continente que atualmente lidera a indústria naval", diz a nota.

Para o EAS, "o primeiro navio é uma espécie de "test drive" de um estaleiro e é necessário partir do zero em todos os processos envolvidos na sua construção". "As dificuldades de praxe na construção do primeiro navio de um novo estaleiro tornaram ainda mais complexo esse cenário com inúmeras variáveis e imprevistos naturais num projeto dessa magnitude e pioneirismo. Como resultado, foi necessária uma nova adequação no cronograma do João Cândido, que será entregue no segundo semestre de 2011", acrescenta o documento, de 32 linhas, divulgada pela Assessoria de Imprensa do EAS.

Após o término dos reparos, o João Cândido será rebocado para o dique seco do estaleiro, onde haverá a "docagem de entrega". Esse procedimento foi definido pela nota como "uma grande faxina", necessária "para a remoção de resíduos e algas que se acumulam durante o período em que a embarcação fica ancorada no cais e que podem comprometer a performance do navio".

Ainda segundo a nota, o João Cândido, a seguir, será pintado. Só depois passará pelos testes de mar. No caso de aprovação nos testes no litoral nordestino, a Transpetro receberá o navio. Caso contrário, os reparos recomeçarão no estaleiro.

O EAS, diz a nota, enfrenta "um duplo desafio histórico: ser o carro-chefe do renascimento de um setor que se encontrava praticamente desmobilizado, interrompendo cerca de 20 anos de inércia, e criar uma nova fronteira da indústria naval no Brasil".

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