Construção e alimentação não crescem, admite ministro

O secretário do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, Jaques Wagner, reconheceu hoje a construção civil e setor de alimentação ainda não retomaram o crescimento. Segundo ele, a aprovação do projeto de lei 3065, ontem, pela Câmara, "dará segurança jurídica" aos contratos de financiamento. "Tenho certeza que o setor imobiliário será outro em 2005", afirmou para empresários paranaenses da construção civil. Ele defendeu a redução da carga tributária para reativar estes setoresPara Jaques Wagner, o projeto de Parceria Público-Privada (PPP), que espera seja aprovado em agosto, dará mais sustentação à construção civil, sobretudo em obras de infra-estrutura de transportes. O secretário defendeu também uma redução na carga tributária de acordo com as características dos empreendimentos. "Reconhecemos que (a carga tributária) é um impeditivo à saúde do sistema produtivo brasileiro", afirmou.O presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), Paulo Safady Simão, disse estar otimista para 2005 após a aprovação da nova lei de incentivo ao setor, pois cria instrumento que dão tranqüilidade para quem financia e quem obtém os financiamentos. "O ambiente é fantástico e abre as portas para outras discussões, como o problema de renda do brasileiro e dos juros elevados", disse. "O setor nunca esteve tão unido para montar um projeto em parceria com o governo."Para o presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Paraná, Ramon Andres Doria, a lei é importante, mas é preciso reativar o poder de compra do brasileiro. "Possivelmente vamos ter dinheiro para construir, mas precisamos ter o comprador", disse. "A classe média precisa recuperar o poder de ganho." Ele disse que tem ouvido falar muito na redução da carga tributária. "Mas a preocupação do governo é arrecadar", criticou.

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