Construção, móveis e geladeiras foram os mais beneficiados pelo IPI reduzido, diz pesquisa

Segundo coordenador da Fecomércio-RJ, 'incentivo criou uma oportunidade de negócio e estimulou o brasileiro a ir às compras'

Alessandra Saraiva, da Agência Estado,

30 de março de 2010 | 11h44

Levantamento da Fecomércio-RJ mostra que as vendas nos setores de construção civil; móveis; e geladeiras foram as mais beneficiadas pela redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) promovida pelo governo no ano passado. Em um universo de mil entrevistas realizadas em 70 cidades durante o mês de janeiro, 14% dos pesquisados informaram ter aproveitado o incentivo fiscal. No total de entrevistados que efetuaram compras incentivadas pelo recuo do IPI, 20% destinaram seus gastos ao ramo de construção; 20% às compras de móveis; e 20% para aquisições de geladeiras.

 

Em comunicado, o coordenador de Economia e Pesquisa da Fecomércio-RJ, João Carlos, admitiu que o porcentual de pesquisados que afirmaram ter aproveitado a isenção fiscal no ano passado é aparentemente pequeno (sendo que, na mesma pesquisa, 84% dos entrevistados disseram que não realizaram compras devido ao recuo do IPI). Mas considerou que o resultado mostra que o incentivo criou uma oportunidade de negócio e estimulou o brasileiro a ir às compras.

 

O especialista observou ainda que, tendo em vista o cenário de recuperação na economia e o aumento do consumidor, uma ampliação para este ano da isenção fiscal promovida pelo IPI contribuiria para um cenário positivo nas vendas do comércio. Ainda segundo o mesmo levantamento, no total de pesquisados, 71% afirmaram que o governo deveria manter a redução do IPI e estender a outros itens.

 

No ano passado, dentro do recorte de entrevistados que compraram beneficiados pelo recuo do IPI, as famílias de renda mais alta, as chamadas classes A e B, estão entre as que aproveitaram mais a isenção fiscal, sendo 19% do total de consumidores que aproveitaram a isenção fiscal; seguida pela classe B, com 16%; e a classe C, com 8% dos pesquisados.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.