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Construção pesada teme falta de obras públicas por causa da LRF

Dúvidas sobre a Lei de Responsabilidade Fiscal podem acarretar o fim de contratação de novas obras, a partir dos próximos meses. "Vejo a possibilidade de um grande vazio de obras até o fim do ano", afirmou o presidente do Sindicato da Indústria da Construção Pesada do Estado de São Paulo (Sinicesp), Aluizio Guimarães Cupertino.Cupertino assinala que há diversas interpretações sobre a lei, que impede a contratação de obras, nos dois últimos quadrimestres de mandato, sem que o governante deixe para seu sucessor os recursos necessários para concluí-las. "Os administradores públicos preferem não correr riscos", disse.ImpactoAs pequenas e médias empresas sofrerão o maior impacto, caso a previsão se confirme. "O governo ainda é um grande contratante, com mais de 50% da carteira", estimou Cupertino. Por isso, as empresas cujo foco são as obras públicas atravessarão tempos difíceis. "Infelizmente, é a maioria dos casos", disse.Outro impacto seria sobre a queda no nível de emprego. Até o momento, os números indicam estabilidade. O Sinicesp divulgou hoje que, em fevereiro, houve a abertura de 97 postos no setor. Com isso, o nível de emprego aumentou 0,28% sobre janeiro. No acumulado do ano, o contingente subiu 0,56%, para 36.655 trabalhadores. Nos últimos 12 meses, contudo, os resultados acumulados indicam decréscimo de 6,83%, equivalentes ao fechamento de 2.502 vagas. Cupertino participou hoje de palestra da Sabesp, na sede do Sinicesp.

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