Construção seca pode ser próximo passo no mercado

Tecnisa estuda adotar método construtivo, comum no exterior, mas ainda pouco utilizado pelas empresas no Brasil

Gustavo Coltri,

29 de maio de 2014 | 09h16

SÃO PAULO - O investimento das construtoras em inovação também passa pela adoção de sistemas construtivos mais sustentáveis. Boa parte das companhias ainda aposta na alvenaria convencional, mas algumas iniciativas já surgem no mercado.

A Tecnisa, vencedora do Top Imobiliário, estuda adotar o sistema de construção seca em um dos edifícios que deve lançar no segundo semestre no complexo Jardim das Perdizes, segundo 0 diretor executivo técnico da empresa, Fabio Villas Bôas.

Comum no exterior, esse método ainda é raro no Brasil. O mercado local está mais acostumado à alvenaria convencional, e a industrialização normalmente é mais intensa no segmento econômico, em que os projetos, mais simples e simétricos, aceitam a replicação melhor em relação aos empreendimentos de alto padrão.

O diretor técnico da consultoria em sustentabilidade Sustentech, Marcos Casado, explica que os sistemas secos, baseados em encaixes de peças, têm maior velocidade de construção e apresentam melhor qualidade, porque exigem mão de obra mais qualificada. "A resistência que temos no Brasil é mais cultural", avalia.

O diretor da Inovatech, Luiz Henrique Ferreira concorda com Casado. "Esse é um caminho que temos de começar a trilhar. Assim como o selo de sustentabilidade Aqua balançou o mercado quando o True Chácara Klabin, da Even (segunda colocada no Top Imobiliário deste ano), conquistou a certificação na fase de operação o primeiro do País, a construção seca pode fazer o mesmo."

Para conquistarem selos verdes, os empreendimentos devem adotar uma série de ações para reduzir o impacto dos canteiros nas vizinhanças e promover a adequada gestão de resíduos nas obras.

 

 

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