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Construção será 'mola propulsora' do emprego, diz Lula

Presidente fala sobre programa habitacional do governo e ressalta participação de Estados e municípios

Agência Estado,

30 de março de 2009 | 11h06

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o governo atacará a crise financeira mundial usando a construção civil como uma "mola propulsora" da criação de postos de trabalho no País. A declaração, dada nesta segunda-feira, 30, no programa semanal de rádio Café com o Presidente, foi uma referência ao projeto de habitação Minha Casa, Minha Vida, que deve construir um milhão de residências, apresentado na última quarta. "Esse foi um programa pactuado com toda a sociedade brasileira", afirmou.

 

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De acordo com Lula, o plano resolverá ao menos 14% do déficit habitacional do País, de 7,2 milhões de domicílios (1,08 milhão). Ele disse que a proposta é que os governos dos Estados e as prefeituras executem a isenção fiscal que compete a eles para estimular a construção das casas.

 

Ao mesmo tempo, disse, é "extremamente importante" que prefeitos e governadores cedam áreas para que o valor da habitação seja mais baixo. "Quanto mais barato, mais casas nós vamos construir e vai facilitar a vida as pessoas", declarou.

 

Segundo Lula, para elaborar o projeto, a administração federal consultou empresários, centrais sindicais, técnicos do Poder Executivo, trabalhadores rurais, movimento de moradia, prefeitos, governadores e especialistas nos Estados. "Por isso, eu acho que esse programa é o mais bem organizado já feito no Brasil", acredita.

 

O presidente acentuou que o Executivo fará moradias para os trabalhadores que ganham entre zero e dez salários mínimos (R$ 4.650,00), privilegiando os que recebem até três (R$ 1.395,00), que, conforme ele, são a grande maioria dos brasileiros que não possuem residência.

 

Lula lembrou ainda que retirou o prazo para construir as habitações até 2010. "Porque eu conheço o comportamento de muita gente no Brasil. Se nós não terminarmos as casas no dia 31 de dezembro e terminarmos no dia 1º de janeiro, vão dizer que foi um fracasso o programa", explicou.

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