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Construção sustenta Bovespa no azul apesar de Petrobras

A fraqueza nas ações da Petrobras fez o Ibovespa praticamente zerar os ganhos verificados em parte desta quinta-feira, mas o mercado ainda se manteve no azul, amparado pelo bom desempenho do setor de construção.

JOSÉ DE CASTRO, REUTERS

24 de fevereiro de 2011 | 19h13

No fechamento, o Ibovespa, principal índice das ações domésticas, registrou variação positiva de 0,06 por cento, aos 66.948 pontos. O volume financeiro da bolsa somou 7,98 bilhões de reais.

De acordo com Rafael Dornaus, operador de bolsa da Hencorp Commcor Corretora, o vaivém do mercado refletiu principalmente a volatilidade nas ações da Petrobras, que responderam pelo maior volume do índice.

"Enquanto o petróleo subia, as ações da Petrobras foram no mesmo rumo. Foi só os preços da commodity começarem a cair para a blue chip embicar para baixo, e isso fez preço no mercado", comentou.

Os papéis preferenciais da estatal terminaram o dia em queda de 1,18 por cento, a 28,37 reais, enquanto os ordinários cederam 1,82 por cento, a 32,41 reais. A companhia divulga o balanço do quarto trimestre na sexta-feira, após o fechamento dos mercados.

Após alcançarem os 120 dólares no meio da tarde, os preços do petróleo Brent em Londres terminaram em baixa, bem como os negociados em Nova York, após notícias de que a Arábia Saudita está em negociações com refinarias europeias no sentido de suprir a demanda pela commodity.

A baixa no petróleo abriu espaço para alguma recuperação nas bolsas de valores em Nova York, com o índice Standard & Poor's 500 praticamente zerando as perdas verificadas ao longo da sessão.

Na ponta de cima do Ibovespa figuraram ações do setor de construção. PDG Realty avançou 2,78 por cento, a 9,25 reais; Gafisa ganhou 3,70 por cento, a 10,65 reais, enquanto MRV Engenharia apreciou-se 4,08 por cento, a 13,76 reais.

"Esse setor vinha sendo bastante descontado nos últimos dias. Hoje aproveitou para dar uma recuperada", afirmou Daniel Garcia, gerente da área de varejo da Souza Barros.

Empresas que divulgaram balanços nesta sessão tiveram valorização expressiva.

Os papéis da Vivo subiram 4,11 por cento, a 57,26 reais, após a maior operadora de celular do país encerrar o quarto trimestre de 2010 com lucro líquido de 864,2 milhões de reais, mais de quatro vezes superior ao obtido um ano antes.

"A Vivo surpreende por mais um trimestre entregando bons resultados, que vieram acima de nossas expectativas e do consenso de mercado. Nossa visão positiva está pautada no forte crescimento de receitas de dados e voz e um controle de custos eficiente", escreveu em relatório a analista Luciana Leocadio, da Ativa Corretora.

As ações da Klabin saltaram 7,13 por cento, a 6,01 reais. A companhia reportou lucro líquido de outubro a dezembro acima das expectativas de analistas.

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