Construção tem menor otimismo desde 2010, aponta CNI

Em agosto, as perspectivas dos industriais não apresentaram melhora e mantêm tendência de queda

Laís Alegretti, da Agência Estado,

22 de agosto de 2013 | 11h58

BRASÍLIA - O otimismo dos empresários do setor de construção para os seis meses seguintes foi o menor registrado desde 2010, segundo Sondagem Indústria da Construção da Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgada nesta quinta-feira, 22. A entidade aponta que, em agosto, as perspectivas dos industriais não apresentaram sinais de melhora e mantêm tendência de queda.

A perspectiva em relação à compra de insumos e matérias primas nos próximos seis meses passou de 54,4 pontos em julho para 53,2 em agosto. No mesmo período, também caiu o indicador da expectativa em relação ao número de empregados, de 54,7 para 53,9. Sobre o nível de atividade, passou de 54,6 para 53,7. Em relação a novos empreendimentos e serviços, foi de 54,4 para 53,7. Os números, que estão acima de 50, ainda indicam otimismo, mas em níveis menores do que os registrados na série histórica da CNI, que teve início em 2010.

A pesquisa aponta que a indústria da construção continuou desaquecida em julho. O indicador de evolução do nível de atividade continuou em queda, com 46,5 pontos. O resultado, entretanto, foi um pouco melhor que em junho, quando o indicador foi de 44,3 pontos. "Apesar da queda na atividade, a situação da indústria da construção dá sinais de melhora em julho na comparação com junho", avalia a CNI. Os resultados abaixo dos 50 pontos indicam redução na comparação com o mês anterior.

Para a entidade, o desaquecimento da indústria da construção também pode ser notado pelo indicador de nível de atividade em relação ao usual, que ficou em 42,8 pontos em julho. Isso significa que o desempenho do setor foi menor do que o tradicionalmente registrado nos meses de julho. Em junho, o resultado foi de 42,3 pontos. A Utilização da Capacidade de Operação (UCO) ficou em 70% em julho. Em junho, foi de 68%.

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