Amanda Perobelli/Reuters
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Construtora compra fábrica da Ford por R$ 550 milhões, diz prefeito de São Bernardo

Montadora não se pronunciou sobre venda do prédio que já estava fechado desde outubro; montadoras do Brasil e da China negociaram a compra, mas o negócio não deu certo

Cleide Silva, O Estado de S.Paulo

16 de junho de 2020 | 22h48

Um ano e quatro meses após anunciar o encerramento da produção de veículos na fábrica de São Bernardo do Campo, no ABC paulista, a Ford finalmente conseguiu vender as instalações por R$ 550 milhões. Embora tenha negociado com pelo menos três montadoras do Brasil e da China, quem ficou com a área foi a Construtora São José.

O anúncio foi feito na tarde desta terça-feira, 16, pelo prefeito de São Bernardo, Orlando Morando. O interesse dos compradores é oferecer parte da área para uma montadora e parte para uma empresa de logística.

Procurada, a Ford não confirmou o fechamento do negócio e informou que "a Construtora São José é um dos potenciais compradores, porém, não temos nada para anunciar no momento. Forneceremos informações adicionais quando avançarmos para uma decisão final sobre a venda da planta de São Bernardo do Campo."

No mês passado, o presidente da Ford América do Sul, Lyle Watters, informou ao Estadão que havia novos interessados na fábrica, “incluindo não automotivos e com alto potencial de geração de empregos”. Ao que tudo indica, havia outras empresas do ramo da construção interessadas na área que abrigou a fábrica da Ford por mais de 50 anos.

A São José atua no setor há 37 anos com foco no segmento de alto padrão. Em seu site, informa que vem intensificando sua participação em vários Estados nos setores de hotéis, loteamentos, shopping centers e outlets. O grupo, inclusive, foi responsável pela construção, no ABC, do Shopping São Bernardo Plaza, com 200 lojas.

Morando disse que a Prefeitura está disposta a auxiliar e viabilizar a chegada do empreendimento o quanto antes à cidade, para gerar empregos. “Desde o anúncio da saída Ford, que foi de maneira repentina, nós, da Prefeitura, buscamos por diversos mecanismos a preservação dos postos de trabalho. E, agora, com este negócio, ascende uma esperança para a geração de empregos, que terão o impacto muito positivo em toda a cidade e Estado”, disse.

Lucratividade

Quando anunciou o fechamento da fábrica, em fevereiro de 2019, a Ford alegou necessidade de retomar a lucratividade sustentável de suas operações na América do Sul, onde registra prejuízos desde 2013. No período, a fábrica empregava 2,8 mil trabalhadores e produzia o automóvel Fiesta e caminhões. O fim das operações ocorreu em outubro

Durante todo esse período a montadora negociou a venda com duas montadoras chinesas e com o grupo brasileiro Caoa, maior revendedor Ford do País e fabricante de veículos das marcas coreana Hyundai em Anápolis (GO) e da chinesa Chery em Jacareí (SP), mas as negociações não tiveram sucesso.

A Ford hoje concentra sua produção de veículos em Camaçari (BA) e tem uma fábrica de motores em Taubaté (SP).

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