Tiago Queiroz/Estadão
Tiago Queiroz/Estadão

Construtoras buscam retomar expansão

Depois da greve de caminhoneiros, que paralisou as obras em maio, setor tenta recuperar trajetória de crescimento vista nos primeiros meses do ano

Circe Bonatelli, O Estado de S.Paulo

12 Junho 2018 | 04h00

Após paralisação de canteiros de obras e queda nas vendas ao longo de maio – mês que concentrou a greve dos trabalhadores da construção em São Paulo e o protesto dos caminhoneiros em todo o País – as incorporadoras buscam recuperar o tempo perdido e tentar manter a trajetória de expansão dos negócios vista nos meses anteriores, disseram empresários, nesta segunda, 11, à noite, durante a entrega do prêmio Top Imobiliário, realizado pelo Grupo Estado. 

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O evento, na sua 25ª edição, tem parceria do Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP) e da Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio (Embraesp).

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A Cury, parceira da Cyrela no mercado imobiliário de baixa renda, chegou a ter 80% dos canteiros parados por cerca de cinco dias no mês passado. No fim de semana da greve dos caminhoneiros, as vendas caíram pela metade, conta o vice-presidente, Paulo Curi, que assumirá a empresa familiar em breve. "A situação já está normalizada, mas esse processo não é rápido", pondera, lembrando que a efetivação das vendas depende de agendamentos de visitas e negociações que amadurecem no decorrer dos dias.

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Na Eztec, incorporadora que atua no ramo de imóveis de médio e alto padrão, o tempo perdido com as paralisações dos canteiros totaliza três semanas, explica o diretor de relações com investidores, Emílio Fugazza. Esse período engloba as paradas de obras e o tempo necessário para reposição de insumos, como concreto e massas, que não são estocados.

Como consequência, a companhia espera um balanço mais fraco no trimestre, já que as receitas do setor são contabilizadas de acordo com a evolução das obras. “Vamos ter um impacto de três semanas de um total de doze semanas no balanço do trimestre”, aponta Fugazza, além da redução das vendas pela metade durante o ápice da greve.

Já o diretor de incorporação da Tegra (antiga Brookfield), João Mendes, conta que a empresa conseguiu ultrapassar o mês de maio com paradas apenas pontuais, que não comprometeram as projeções para o ano. Entre maio e o início de junho, a companhia conseguiu, inclusive, lançar dois empreendimentos em Campinas, com cerca de 30% das unidades vendidas.

“Continuamos com a meta de lançar empreendimentos que somam R$ 1,3 bilhão em valor geral de vendas. Neste mês vamos atingir R$ 500 milhões”, aponta. 

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