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Construtoras crescem no 3o tri, mas vendas desaceleram

Às vésperas de apresentarem seus balanços referentes ao terceiro trimestre, as construtoras e incorporadoras deram indícios de que esta deve ser uma temporada de resultados positivos, pelo menos do lado operacional.

VIVIAN PEREIRA, REUTERS

21 de outubro de 2011 | 17h54

Conforme dados preliminares divulgados pelas seis empresas que compõem o Ibovespa, excluindo shopping centers, parte relevante das metas de vendas e lançamentos foi cumprida até setembro, restando algo entre 30 e 40 por cento a ser feito no último trimestre, considerado o mais forte para o setor.

Individualmente, a maioria das companhias também apurou crescimento de dois dígitos nas operações, mas, em linhas gerais, o incremento não chegou a 10 por cento.

Considerando as seis empresas, as vendas contratadas entre julho e setembro subiram 8 por cento ante o mesmo trimestre em 2010, enquanto os lançamentos aumentaram 9,3 por cento.

Prevendo um cenário de crescimento em menor ritmo daqui para frente, o Goldman Sachs reduziu na semana passada os preços-alvo das ações do setor imobiliário em 18 por cento, em média, prevendo uma desaceleração dos lançamentos e maiores custos de construção.

"Nosso modelo agora incorpora um crescimento mais lento em novos lançamentos, ciclos mais longos de construção, maiores custos e alavancagem menos operacional", afirmaram os analistas Leonardo Zambolin e Bianca Cassarino, em relatório.

De fato, a velocidade de vendas --medida pela relação de venda sobre oferta (VSO)-- foi menor nos três meses passados, ficando na faixa próxima a 25 por cento. Em 2010, ano de forte expansão para o setor, o VSO transitava no patamar de 30 por cento.

"O terceiro trimestre inclui um mês fraco (julho), com maior concentração de novos projetos em setembro. Além disso, 2011 deve ser outro ano em que os lançamentos ficarão fortemente concentrados no quarto trimestre para a maioria das empresas", disse o analista David Lawant, do Itaú.

Segundo ele, PDG Realty, Rossi, Even e Eztec apresentam melhores condições para alcançar de forma confortável as metas anuais.

SALDO A CUMPRIR

Uma das primeiras companhias a divulgar seus dados operacionais, a Cyrela Brazil Realty chegou a setembro com 4,564 bilhões de reais lançados, 57 por cento do ponto-médio da meta para o ano.

Já as vendas contratadas somaram 4,115 bilhões de reais, equivalentes a 56 por cento do ponto-médio da estimativa, se aproximando do cenário visto em 2010, quanto boa parte da meta traçada foi cumprida apenas em dezembro.

Enquanto isso, a líder do setor, PDG, lançou 6,466 bilhões de reais nos nove meses até setembro, 68 por cento do previsto para 2011.

Ainda sofrendo o peso de projetos problemáticos da Tenda, a Gafisa foi a única, entre as seis empresas, a apurar queda nos lançamentos, que somaram 1 bilhão de reais no trimestre, recuo anual de 15 por cento. No acumulado do ano, contudo, a companhia se aproxima das concorrentes, tendo cumprido 56 por cento do ponto-médio da projeção, com 2,9 bilhões de reais lançados.

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