coluna

Dan Kawa: Separar o ruído do sinal é a única forma de investir corretamente daqui para a frente

Construtoras demitem para reduzir custos

André Montenegro, presidente do Sinduscon-CE, disse que algumas construtoras já começaram a demitir os funcionários para reduzir custos. "Se os atrasos do governo se tornarem frequentes, as empresas não vão querer assinar novos contratos e vão começar a parar o andamento das obras por falta de dinheiro."

Murilo Rodrigues Alves e João Villaverde, O Estado de S.Paulo

13 de março de 2014 | 02h04

Esse atraso preocupa os empresários do setor. "Não estamos entendendo o que está acontecendo: se o motivo é o orçamento apertado ou algum motivo eleitoral", disse o presidente do Sinduscon Rio, Abrahão Roberto Kauffmann.

O Sinduscon do Rio Grande do Sul também recebeu reclamações de uma dezena de empresas por causa dos atrasos. "É uma equação lógica: se os atrasos forem frequentes as empresas têm que diminuir os custos. A primeira medida é cortando pessoal", afirma.

O governo estima que o programa habitacional foi responsável pela geração de 1,27 milhões de empregos em 2013, direta e indiretamente, o que representa 2,6% do total das vagas formais, segundo dados divulgados pelo ministro das Cidades, Aguinaldo Ribeiro.

O vice-presidente da Câmara Brasileira de Construção Civil (Cbic), José Carlos Martins, disse que há registro de reclamações por conta dos atrasos em todo o País. "As construtoras da faixa 1 do Minha Casa Minha Vida têm margem muito estreita. Quando acontece isso, a empresa leva um susto." Em nota, o Tesouro informa que os repasses estão normais e foram liberados R$ 3,9 bilhões neste ano.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.