Construtoras e bancos sustentam alta da Bovespa em dia volátil

O principal índice acionário brasileiro fechou a quarta-feira no azul, depois de passar o dia gravitando em torno da estabilidade, em meio a sinais desencontrados da economia norte-americana.

ALUÍSIO ALVES, REUTERS

26 de agosto de 2009 | 18h00

O Ibovespa subiu 0,6 por cento, para 57.765 pontos, com os ganhos de bancos e construtoras se sobrepondo à pressão das perdas das ações ligadas a commodities. O giro financeiro do pregão foi de 4,94 bilhões de reais.

Os investidores foram surpreendidos com a divulgação de que as vendas de casas novas nos Estados Unidos subiram em julho na maior velocidade em 10 meses.

Antes, os mercados operavam voláteis diante de reações distintas à informação de que os pedidos de bens duráveis nos EUA subiram forte em julho, porém impulsionados por fatores pontuais que minaram parte do otimismo. Em Wall Street, os principais índices fecharam no azul mas praticamente estáveis.

"Ainda tem algum otimismo no ar, mas a avaliação de que o pior da crise ficou para trás já está no preço", disse Hamilton Moreira, analista sênior do BB Investimentos. "Vai ter que ter alguma novidade importante para elevar a bolsa para cima dos níveis atuais", acrescentou.

No mercado doméstico, ganhos dos setores imobiliário e financeiro foram o fiel da balança para sustentar o Ibovespa. Gafisa liderou, com disparada de 6,2 por cento, a 29,68 reais, seguida por Rossi Residencial e Cyrela, subindo 4,8 e 4,6 por cento, respectivamente.

Dentre os bancos, Itaú Unibanco se destacou com ganho de 2,2 por cento, a 35,70 reais, no dia em que o Banco Central divulgou que o volume de operações de crédito atingiu 1,3 trilhão de reais em julho, com crescimento de 20,8 por cento no período de 12 meses.

As blue chips tiveram desempenho mais modesto em dia de baixa das commodities. A preferencial da Vale fechou estável a 33,40 reais, enquanto a preferencial da Petrobras recuou 0,2 por cento, para 33,17 reais.

Na ponta de baixa figuraram Votorantim Celulose e Papel, caindo 2,2 por cento, a 30 reais, e Aracruz, com declínio de 1,7 por cento, para 4 reais.

Em assembleias realizadas nesta quarta-feira, os acionistas de ambas as companhias aprovaram a incorporação das ações da Aracruz pela VCP.

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