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Construtoras e redes de varejo vivem boom e abrem vagas

A chegada de gigantes como Wal Mart, Extra e Pão de Açúcar, atraídas pelo desempenho vigoroso do comércio e dos serviços, explicam por que os trabalhadores de Goiânia andam otimistas com a perspectiva de abertura de muitos postos de trabalho. "O comércio de Goiânia está crescendo acima da média nacional", diz José Evaristo dos Santos, presidente da Federação do Comércio de Goiás. "Como os setores primário e secundário estão bem, a conseqüência é a expansão dos setores da construção, de alimentos e bebidas e a abertura de postos de emprego." A professora Sandra Erli de Faria é uma das novas otimistas. Na escola onde trabalha, nos últimos meses cresceu tanto o número de vagas para professores quanto o de cadeiras em salas de aula. "Para mim, ter um emprego e carteira assinada parecia uma barreira muito alta", diz ela. "Mas agora ficou claro que a melhoria da economia nos deu esperança." Sandra tem o sonho, agora possível, de comprar uma casa e trocar o carro. Nos últimos dias, foi ver plantas, incentivada pela grande oferta de imóveis e pela facilidade de pagamento. "Emprego dá a sensação de estabilidade." Aretha Carolinne Cavalcante, de 25 anos, formada em Farmácia pela Universidade de Brasília (UnB), acaba de ser registrada na filial goiana de uma indústria farmacêutica com sede no Rio de Janeiro. "A contratação abriu perspectivas profissionais e pessoais", diz Aretha, que já mudou de moradia e de bairro após a confirmação do emprego, há duas semanas. A oferta de imóveis e empregos já permite até pensar em mudança de emprego para melhorar o salário, caso da engenheira Simone Coelho. "Profissionais com experiência não ficam sem emprego", diz ela. Simone aproveitou a chegada de novas construtoras a Goiânia e à vizinha Anápolis, como as paulistas Gafisa e Cyrella. "O mercado de construção vive um novo boom em Goiânia", afirma o engenheiro Roberto Elias de Lima Fernandes, presidente do Sindicato da Construção de Goiás. "A expansão de postos de trabalho, o juro mais baixo, prazo de financiamento maior e a prestação fixa, em até 25 anos, faz com que mais pessoas possam comprar imóveis." Esse boom mudou a sorte do pedreiro Fernando Gomes, de 46 anos. Após trabalhar 18 anos sem registro, acaba de ser contratado por uma construtora, com carteira assinada.NOVOS HÁBITOSOs dados da LatinPanel sobre o Centro-Oeste são confirmados pela família do engenheiro agrônomo Paulo Cardoso Sampaio, de 58 anos. Casado, com três filhos, ele diz que a família está consumindo mais frutas, verduras, bebidas e queijos. "Passei a ganhar mais por conta dos bons índices do agronegócio e isso melhorou a nossa qualidade de vida", conta. Na casa de Prates, queijo, iogurte, enlatados e azeite agora fazem parte do cardápio. "Todos em casa melhoraram de vida e a alimentação também mudou", comentam as irmãs Mirella, 22, e Bruna, 17, que na quinta-feira lotavam carrinhos num hipermercado de Cuiabá. Com base em pesquisa de demanda, a Rede Comper de Supermercados investiu R$ 12 milhões para abrir a quarta loja em Mato Grosso, segundo o gerente regional Albanês Pereira.Até abril de 2007, a receita de ICMS do setor de supermercados cresceu de 25% a 30% ante igual período de 2006, segundo a Associação de Supermercados de Mato Grosso. De 2003 a 2006, pelo menos 462 empresas ampliaram investimentos no Estado, num total de R$ 1,4 bilhão, com a criação de 97 mil empregos.

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