Construtoras têm interesse em hidrelétricas argentinas

Empresas brasileiras de engenharia buscam sócios na Argentina para participar de licitação para construir usinas

LUCIANA COLLET, O Estado de S.Paulo

24 de setembro de 2012 | 03h06

O ministro do Planejamento da Argentina, Julio de Vido, disse na semana passada que várias empresas brasileiras de engenharia, como Odebrecht, OAS, Camargo Corrêa e Andrade Gutierrez, demonstraram interesse em participar da licitação para construção das usinas hidrelétricas Presidente Néstor Kirchner e Governador Jorge Cerpernic. As usinas serão construídas no Rio Santa Cruz, província de Santa Cruz, na Patagônia, e terão capacidade combinada de 1,74 mil megawatts (MW).

Segundo ele, agora as empresas buscam um sócio argentino e uma solução de financiamento, duas das condições da licitação. Vido destacou que, além de um empréstimo do BNDES, as empresas também poderiam buscar um financiamento com instituições "globais".

A presidente Cristina Kirchner anunciou no fim de agosto a licitação do projeto, que já havia sido licitado há dois anos para um consórcio entre a Andrade Gutierrez e a IMPSA. Na ocasião, o projeto era estimado em US$ 4 bilhões, dos quais 88% seriam de financiamento público.

Em abril deste ano, após expropriar a petroleira YPF, Cristina Kirchner anulou a concorrência. Agora, o projeto é estimado em US$ 5 bilhões, e os empreendedores terão de se responsabilizar por 50% dos investimentos.

Vido esteve na sede da Fiesp na quinta-feira, onde apresentou a cerca de 60 empresários convidados as condições para participação das empresas brasileiras na licitação. Ele comentou que ainda terá encontros com representantes de empresas russas e chinesas.

Uruguaiana. O ministro Julio de Vido confirmou que estão adiantadas as negociações com o governo brasileiro e com o grupo AES para fornecimento de energia à usina térmica AES Uruguaiana. A usina está sem operar há mais de três anos, desde que o país vizinho deixou de entregar gás para a geradora por causa de sua crise energética.

"É um empreendimento que nos interessa", comentou, sem dar detalhes sobre as bases do acordo que está sendo desenhado. Segundo Vido, as negociações, que estavam paradas nos últimos anos, foram retomadas há cerca de quatro meses.

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