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Consultor em energia prevê novo apagão para 2008

O governo está fazendo populismo tarifário e iludindo o consumidor, o que poderá provocar novo racionamento de energia elétrica daqui a quatro ou, no máximo, cinco anos. Esta previsão foi feita pelo consultor especialista em energia, Adriano Pires, ao programa Conta Corrente, da "Globo News". Na opinião de Adriano Pires, com o nível de preços alcançado durante o leilão de energia realizado ontem - R$ 57 por megawatt/hora -, o governo acabou sinalizando que não precisa ter investimento privado no setor. "No curto prazo (o consumidor) é beneficiado, mas nós temos que pensar no médio e longo prazos", assinalou. "O mercado esperava preços baixos, mas não dessa ordem. Esse nível de R$ 57 é insuficiente para remunerar o capital investido.""A minha preocupação é que esse preço do leilão está sinalizando racionamento", enfatizou o consultor de energia. Ele considera que o consumidor pagará menos pela energia agora, mas daqui a algum tempo vai pagar caro, e com o agravante de ainda poder vir a sofrer a falta de energia elétrica por volta de 2008 e 2009. Isso ocorreria, segundo ele, porque as estatais sozinhas não teriam capacidade suficiente para atender ao mercado, caso a economia mantenha taxas de crescimento entre 4% e 5%. "Por isso, aliás, que os anos de 2008 e 2009 foram retirados do leilão", salientou.Para o consultor, os investidores esperavam que o governo corrigisse as falhas existentes no modelo adotado na gestão anterior. No entanto, ao invés disso, segundo ele, a ministra Dilma Rousseff promoveu um leilão artificial, criando um conceito de energia nova e energia velha, e encurtando o período do leilão de cinco para três anos. "Quem deu equilíbrio nesse leilão foram as empresas estatais, que tinham mais energia para ofertar", frisou.

Agencia Estado,

08 de dezembro de 2004 | 06h25

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