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E-Investidor: "Você não pode ser refém do seu salário, emprego ou empresa", diz Carol Paiffer

'Consultor sênior custa duas vezes mais aqui'

Com presença na Europa e na África, a portuguesa Maksen decidiu expandir suas operações para a América Latina. Especializada em serviços de consultoria em estratégias de negócios, sistemas de informação e engenharia de telecomunicação, a empresa abriu um escritório em São Paulo no mês passado, sob o comando de Sérgio do Monte Lee.

O Estado de S.Paulo

23 de abril de 2012 | 03h08

No Brasil, que setores estão no radar da Maksen?

Nosso foco inicial é trabalhar com empresas de telecom, energia e infraestrutura, áreas em que já temos uma forte experiência lá fora. Mas nosso interesse se estende a outros setores, como o de bens de consumo e o financeiro.

Já deu para perceber diferenças no mercado local?

Montar o escritório já deixou claro certas diferenças. Por exemplo, os custos com mão de obra estão bem mais altos por aqui. O salário de um consultor sênior, com cerca de dez anos de carreira, é de duas a três vezes maior do que o de um profissional do mesmo nível na Europa.

Mas a rentabilidade no Brasil compensa essa diferença?

Como a concorrência é alta, a rentabilidade não cresce na mesma proporção dos custos. Mas estar no Brasil é estratégico.

E tem sido fácil contratar?

Estamos com um time de dez consultores e esperamos fechar o ano com 50. A grande dificuldade tem sido encontrar profissionais sêniores, mesmo com a ajuda de headhunters, mas tão difícil quanto contratar é reter. Como a qualidade dos consultores é determinante para nosso trabalho, essa é uma preocupação central. Em Portugal, já fomos eleita a melhor empresa para executivos e ficamos no top 3 das melhores companhias para jovens.

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