Consultoria alerta para evolução do risco uruguaio

A consultoria britânica Economist Intelligence Unit (EIU) alertou hoje que a classificação de risco do Uruguai vai se deteriorar caso o país seja incapaz de reduzir o seu déficit fiscal para abaixo dos 3% do PIB. "Caso os esforços para a estabilização da Argentina fracassem, a pressão sobre a moeda uruguaia poderia se tornar demasiada, forçando as autoridades a abandonar o sistema de bandas cambiais e a flutuarem o peso", avalia."Uma desvalorização iria ter um impacto negativo nos balanços do setor privado, que são fortemente dolarizados, e também sobre as finanças públicas, aumentando a intensidade da recessão no país."Segundo a consultoria, o governo uruguaio provavelmente vai solicitar ao Fundo Monetário Internacional (FMI) um pacote de empréstimos reforçado para alicerçar um plano de recuperação econômica - o atual acordo de crédito stand by de US$ 150 milhões expira em março. "Em troca, o FMI vai pressionar o governo a acelerar a reforma estrutural, particularmente a privatização."Já o Dresdner Kleinworth Wasserstein (DKW) disse que a decisão da agência de classificação de risco Moody´s Investor Service de colocar ontem os ratings do Uruguai sob ?Perspectiva Negativa" não surpreendeu pois a economia do país deverá enfrentar séria s dificuldades nos próximos meses. "A economia uruguaia continua a ser afetada negativamente pela crise argentina através da queda de depósitos no setor bancário e pela queda dos ganhos com turismo", disse o DKW."Além disso, com a flutuação do bolívar venezuelano, o Uruguai passou a ser o único país a ter um regime cambial de bandas na América Latina e a pressão sobre o peso deve aumentar com outras implicações negativas para o setor bancário e a dinâmica da dívida do país. "Nesse contexto, parece haver uma crescente possibilidade de um iminente rebaixamento do Uruguai por parte da Moody´s, para o grau de sub-investimento (sub-investment grade)".

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